quarta-feira, 28 de novembro de 2018

ANDE NO CAMINHO DO REINO


Ap. Jota Moura 

“E este evangelho do reino será prega­do no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mt. 24.14)


      Todos nós fomos formados num contexto religioso em que a palavra Igreja é muito mais familiar do que a palavra Reino e, no geral não há boa compreensão por parte dos crentes sobre o que é o Reino de Deus e o que é a Igreja. Vamos tratar do assunto na forma de perguntas e respostas, para fa­cilitar a exposição e a própria compreensão do tema. Primei­ramente abordaremos a visão do Reino para depois então contrastar com a ideia de Igreja e a consequente aplicação prática do assunto.

1. QUANDO COMEÇOU O REINO DE DEUS?
1) Desde que Deus criou o universo - Ele é Rei sobre tudo e sobre todos. Na narrativa da criação, em Gênesis 1 e 2, fica claro que Deus criou todas as coisas, inclusive o homem para submeter ao Seu domínio.
2) Ao criar o homem deu-lhe três mandatos - que ele teria de obedecer para ser eternamente feliz: um mandato cultural (Gn. 1:26; 2:15 e 20); um mandato social (1:28; 2:18, 21-23 e um mandato espiritual (2:16-17).
3) Deus dominaria sobre o homem - e o homem dominaria sobre a criação (2:28) como um vice gerente de Deus na ter­ra e tudo funcionava em perfeita harmonia. Deus como Rei de toda criação provia de alimento o homem e os animais (Gn. 1:29-30). O Reino funcionava em perfeita ordem.

2. QUE ACONTECEU APÓS A QUEDA?
1) Após a desobediência dos nossos primeiros pais - e o consequente pecado, foi quebrada a harmonia desse Reino. O que vemos daqui em diante é uma raça humana prejudi­cada cultural, social e espiritualmente.
2) A palavra “queda” define esta nova situação - Deus ainda é o Rei como sempre será Rei, mas a raça humana, ou seja, os servos do reino estão afetados pelo pecado, foram atingidos pela queda e, portanto, estão sem condições de cumprir, pelo menos de forma correta, os mandatos estabe­lecidos no início.
3) Atitudes tomadas por Deus diante da queda - Em Gê­nesis 3:15, em cima das ruínas e desmoronamento do Rei­no, Deus faz uma promessa de restauração, prometendo um Restaurador (Gn. 3.15). Aquele que viria esmagar a cabeça de Satanás, autor do pecado e iniciador de um império de trevas, pecado e desobediência. Um dia todo este domínio pecaminoso estará sujeito ao Restaurador, ou seja: debaixo dos pés do Senhor Jesus Cristo. A partir da promessa, co­meçaram as providências para a chegada desse reino res­taurado.

3. QUAIS COISAS CRISTO VEIO RESTAURAR NA TER­RA?
1) Jesus veio não só para restaurar o homem - mas toda a criação, toda a terra que foi amaldiçoada com o pecado (Gn. 3:17-18); os animais que sofrem as consequências do pecado (Os. 4:3). Paulo disse em Romanos 8:22 que “toda a criação geme”, aguardando a restauração (Cl. 1.13).
2) Paulo fala que Cristo veio para reconciliar - com Ele mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus (Cl 1:20). No livro de Apocalipse, que retrata o fim da obra restauradora de Cristo, está expresso: “eis que faço novas todas as coisas” (Ap. 21:5).
3) Paulo fala ainda das coisas do fim - “depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai e quando houver aniquilado todo império, toda potestade e força (do mal)” 1Co. 15.24). Portanto, o Reino dos céus, que é o Reino de Jesus, não compreende só pessoas, mas todas as coi­sas. Ele é o Restaurador de tudo.

4. POR QUE OS EVANGELHOS FALAM TANTO EM REI­NO?
1) Os Evangelhos usam mais de cem vezes a palavra “reino” - isso porque eles registram a chegada de Cristo em cumprimento das promessas; e a Sua chegada aqui foi des­crita por João Batista e pelo próprio Cristo como a chegada do Reino de Deus (Mt. 3:2; 4:17).
2) Com a vinda de Cristo e Sua obra - e o ministério dos apóstolos, inaugurou-se a implementação do Reino que crescerá até à consumação dos séculos. Jesus ilustrou o crescimento do reino com as diversas parábolas, quando sempre ensinava: “O Reino dos céus (ou de Deus) é se­melhante...” (Mt. 13). Na oração Dominical Ele nos ensinou a orar pedindo entre outras coisas: “venha o teu reino”. No Sermão do Monte, Ele ensinou que a nossa preocupação deve ser com o reino de Deus, quando disse: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mt. 6.33). Jesus falou do Reino de modo abrangente, mostrando que Deus cuida de homens, animais e plantas.
3) O Evangelho do Reino nos foi deixado a proclamar a todos - (Mt. 4: 23; 4:35; 24:14); esta mensagem restau­radora é a “Palavra do Reino” (Mt. 13:19). Os que são de Cristo, os quais foram alcançados pelo Evangelho do reino, são chamados “filhos do reino” (Mt. 13). O importante para o pecador é que ele entre no Reino de Deus, pela porta da re­generação, do novo nascimento: “Se alguém não nascer de novo não pode entrar no reino de Deus” (Jo. 3:3,5). A ênfase dos Evangelhos é que preguemos o “Evangelho do Reino”, para a entrada de pecadores arrependidos e regenerados no “Reino de Deus”.

5. POR QUE OS EVANGELHOS FALAM TÃO POUCO DE IGREJA?
1) Os quatro Evangelhos só se referem à Igreja duas ve­zes - (Mt. 16:18 e 18:17). A primeira referência é à promessa de Jesus de edificar a Igreja, no futuro: “Edificarei a minha Igreja”. O Reino estava presente, mas a Igreja ainda não. Após a morte e ressurreição de Cristo e a vinda do Espírito Santo, o Reino haveria de crescer muito. Jesus disse a Pe­dro que lhe daria as chaves do Reino: “Eu te darei as chaves do Reino dos céus...” (Mt. 16:19). E foi no dia de pentecostes (Atos 2.14) que Pedro usou essas chaves, e quase três mil pessoas entraram para o Reino, através do arrependimento e da Fé em Cristo.
2) No Livro de Atos dos Apóstolos nasce a Igreja em Pentecostes - Pedro usando as chaves pela segunda vez, através da pregação da palavra, em Atos 3, por ocasião da cura do coxo, diz-nos Lucas que o número dos discípulos chegou a quase cinco mil (At 4:4). Até então, ainda não havia aparecido a palavra “Igreja” em Atos. Ela vai aparecer pela primeira vez em Atos 5:11, por ocasião da disciplina aplicada sobre Ananias e Safira. A partir daí, até Apocalipse 3, é citada a palavra por mais de cem vezes. No contexto do crescimen­to do Reino, pela entrada de milhares e milhares de pessoas, é que surgiu a Igreja ou igrejas.
3) Na maioria das vezes a palavra “Igreja” aparece no singular - referindo-se a um grupo de crentes em determi­nada cidade. Quando aparece no plural “igrejas”, refere-se a vários grupos de crentes em certas regiões. Neste contexto, Igreja é a forma visível do Reino; é a sua estrutura organiza­cional e administrativa. As igrejas são grupos organizados de servos do Rei a serviço do Reino. Ainda hoje chamamos de “Igreja” um determinado número de crentes estruturados so­bre certos princípios. Um grupo que tenha liderança bíblica para a sua administração, conforme Efésios 4.11. Neste sen­tido as igrejas podem ser chamadas de agentes ou embaixa­das do Reino de Deus na terra. Quando servimos na Igreja, servimos ao Reino e para tanto nos organizamos em Igreja.

6. QUAL É NOSSA MISSÃO NO REINO ATRAVÉS DA IGREJA?
1) Somos chamados a viver e servir na missão do Reino onde fomos plantados - Em Atos 19: 8; 20:25; 28:23 e 31 Lucas diz que Paulo “pregava o Reino”. Também é interes­sante que nas Escrituras somos chamados de “servos”; isto porque o Reino tem “servos”; e a Igreja tem “membros”.
2) No contexto da volta de Cristo e do futuro eterno do povo de Deus - não aparece a palavra Igreja. Em Apoca­lipse a palavra “Igreja” só aparece no capítulo 3 e em 22.16, falando das sete igrejas da Ásia Menor. Na eternidade só ha­verá o Reino de Deus e de seu Filho Jesus Cristo (Ap. 11:15). Como Jesus dirá na Sua vinda: “vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt. 25:34).
3) O Reino de Deus foi entregue pelo Pai a Cristo - Ele é o Rei e será Rei para todo sempre. Todo poder foi dado a Ele nos céus e na terra (Mt 28:18 e Dn. 7:14); Ele é rei sobre os crentes, sobre os Seus servos que entraram em Seu Reino e fazem a Sua vontade andando no caminho do Reino, exer­cerá juízo e condenará todos os ímpios. Um dia Ele entrega­rá novamente o Reino restaurado ao Pai (1 Co. 15:24 e Ap. 11:15).

7. QUAL A IMPORTÂNCIA DE ANDARMOS NA VISÃO DO REINO?
1) Difundir esta ideia é muito importante - pois uma grande maioria dos crentes só se preocupa em atender as exigên­cias para se manterem como membros de uma Igreja e nada fazem a favor do Reino. Outros se esforçam muito quando o esforço visa fortalecer à estrutura local de sua Igreja e pouco ou quase nada fazem a favor do Reino. Devemos nos lem­brar que a Igreja não é um fim em si mesma; não trabalha­mos, em primeira mão para o crescimento da Igreja e sim para o crescimento do Reino. Embora o crescimento seja recíproco porque o Reino crescendo, cresce também a Igreja e sua estrutura. Uma Igreja deve cuidar bem de sua estrutura e de sua organização, visando melhor trabalhar a favor do Reino dos céus.
2) A visão do Reino tira-nos dos limites das quatro pare­des - de nossos templos, eleva os nossos olhos além da es­trutura orgânica de nossas igrejas para uma obra muito mais ampla e para desafios muito maiores. Devemos nos lembrar que antes de sermos membros da Igreja, somos servos do reino; servir a Igreja e não servir o Reino é estar fora dos propósitos do Rei Jesus.
3) Não pode haver bons membros da Igreja sendo maus servos do Reino - Se formos bons servos do Reino, certa­mente seremos também bons membros da Igreja. Quantos crentes que desagradam da Igreja e deixam de trabalhar e de contribuir; estes são maus membros e maus servos. Se­jamos bons membros e bons servos. Assim poderemos orar: “Venha o teu Reino”; assim teremos motivação para “buscar primeiro o Reino de Deus” antes de qualquer outra preocu­pação. Irmãos, “vamos nós trabalhar, somos servos do Reino de Deus”. Amém!

VIVA SOB A NOVA ALIANÇA


Ap. Jota Moura

A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele fará conhecer a sua aliança. (Salmos 25.14)

A Bíblia revela, que o nosso Deus é um Deus que faz alian­ças e as guarda. Ele deseja um povo que esteja vinculado com Ele em aliança. (Sl 111.5-9) Existem dois tipos de alianças: 1) Alianças incondicionais ou de declaração - “Eu estabeleço” (Gn. 9.11); 2) Alianças condicionais ou recíprocas - “Se guar­dardes” (Êx. 19.5). A Bíblia toda pode ser es­tudada na perspectiva do desenvolvimento de oito alianças divinas com o Seu povo - Israel e a Igreja.

1. SIGNIFICADO DA PALAVRA ALIANÇA
1) A palavra aliança significa - simplesmen­te um acordo ou contrato mútuo entre pessoas ou envolvendo duas ou mais partes. “Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus co­rações, e as escreverei em seu entendimento; e não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniquidades”. (Hb. 10.16,17).
2) As palavras aliança, pacto e testamento são sinônimos - “Pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por mui­tos para remissão dos pecados”. (Mt. 26.28); “E a Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” (Hb. 12:24).

2. ALIANÇAS DE DEUS NA BÍBLlA
1) Aliança Edênica - Leia Gn. 1.28. - Ela co­bre todo o período da inocência original, quan­do ainda não havia pecado na raça humana. A aliança edênica é condicional e revela o plano original do Criador para a humanidade, tendo como sinal a autoridade e o domínio.
2) Aliança Adâmica - Leia Gn. 3.15. - Ela mar­ca o início do pecado na experiência humana. A aliança adâmica é incondicional baseando-se no sacrifício tipológico do Cordeiro de Deus, tendo como sinal a pele do cordeiro que cobre a nudez.
3) Aliança Noética - Leia Gn. 9.1213 - Ela re­vela o juízo de Deus com o dilúvio, trazendo consigo a promessa de nunca mais haver dilú­vio na terra. A aliança noética é incondicional, tendo o arco-íris como sinal nos céus.
4) Aliança Abraâmica - Leia Gn. 12:13 - Ela apresenta o plano divino de gerar a partir de Abraão uma “raça eleita” através da qual viria o Messias Salvador da humanidade. A aliança abraâmica é incondicional, tendo como sinal a circuncisão.
5) Aliança Mosaica (ou Antiga) - Leia Dt. 4.13,14 - Ela marca a organização do povo de Israel como nação governada por Yavé. A aliança mosaica é condicional à obediência aos mandamentos do Senhor, que inclui como sinal a instituição dos sacrifícios de animais e a guar­da do sábado.
6) Aliança Palestínica - Leia Dt. 30.15. - Ela é uma profecia que garante o direito de proprie­dade e posse da Palestina como herança do povo de Israel. A aliança palestínica é incondi­cional prevendo que ainda que haja apostasia e dispersão, haverá também arrependimento e retorno à terra da promessa.
7) Aliança Davídica - Leia 2 Sm. 7.12,13. - Ela estabelece a promessa de um reino messiânico eterno da descendência de Davi. A aliança da­vídica é incondicional, tendo como sinal o sol e a lua em sua luminosidade perene.
8) Nova Aliança - Leia Jr. 31.31-33. - Ela se cumpriu com a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e inclui tantos judeus como gentios. A nova aliança é incondicional, sendo o sangue de Jesus Cristo a base para a formação da ver­dadeira Igreja, que tem como sinal o batismo nas águas e no Espírito.

3. ELEMENTOS DE UMA ALIANÇA
1) O sangue da aliança - “Quanto mais o san­gue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofe­receu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo? E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a mor­te para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados rece­bam a promessa da herança eterna”. (Hb. 9: 14,15).
2) O selo da aliança - “No qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evange­lho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Ef. 1.13).
3) As promessas da aliança - “Ora, este é o pacto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu... Dizendo: Novo pacto, ele tornou anti­quado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer”. (Hb 8.10-13).

4. SUPERIORIDADE DA NOVA ALIANÇA
1) Todas as alianças do Antigo Testamento se cumprem na Nova Aliança - “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos pela fé o Espírito prometido. Irmãos, falo como ho­mem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga, ou lhe acrescenta alguma coisa. Ora, as pro­messas foram feitas a Abraão e ao seu des­cendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém de um só: E ao teu descendente, que é Cristo. Qual, pois, a ra­zão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador”. (Gl 3:14-16,19).
2) A Igreja pertence à Nova Aliança - inau­gurada e selada com a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sem­pre. Amém!” (Hb. 13:20-21).
3) Nunca haverá outra aliança igual ou supe­rior à Nova Aliança - “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo san­gue da eterna aliança. . .” (Hb 13:20).

5. ENTRAMOS EM ALIANÇA COM DEUS
1) Identificando-nos com a cruz de Cristo - na circuncisão do coração ou na crucificação e sepultamento do “Velho homem”. O que acon­tece judicialmente precisa ser mantido pela fé experimentalmente. “Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas com a circuncisão feita por Cristo, que é o despojar do corpo da carne. Isso aconteceu quando vocês foram sepultados com ele no batismo e com ele foram ressusci­tados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.” (Cl 2.11,12; cf Rm 2.28,29).
2) Recebendo o perdão de Cristo (arrependi­mento) - “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os ou­tros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado”. (1Jo 1.7).
3) Recebendo as promessas da salvação (fé) - “Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por Ele o amém, para glória de Deus por nosso intermé­dio”. (2Co 1.20).
4) Recebendo os batismos na água e no Es­pírito - “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da re­denção”. (Ef 4.30) “Enchei-vos do Espírito San­to” (Ef 5.18; cf At 1.5).
Cada aliança foi ratificada por sangue. Sobre cada aliança houve um selo. Jamais foi fei­ta uma aliança com os gentios, porém a Nova Aliança inclui os gentios. Nunca haverá um re­torno a sacrifícios de animais, por causa do sa­crifício completo do nosso Senhor Jesus Cristo.


DIA NACIONAL DE AÇÕES DE GRAÇAS


Ap. Jota Moura

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus para convosco em Cristo Jesus” (1Ts 5.18).

Como o próprio nome diz, o Dia de Ação de Graças é um dia onde as pessoas se juntam para demonstrarem a sua gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas durante o ano, expressando também carinho pelos seus amigos e familiares. Este é um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos e Canadá.

1. ORIGEM
1) O primeiro Dia de Ação de Graças - foi celebrado nos Estados Unidos em 1620 em Plymouth, Massachusetts, pelos peregrinos fundadores da vila. Em 1863, Abraham Lincoln (presi­dente na época) anunciou que a quarta quinta-feira de Novembro seria conhe­cida como o Dia Nacional de Ação de Graças.
2) No ano de 1909, Joaquim Nabu­co - embaixador do Brasil nos EUA, assistiu as festividades do Dia de Ação de Graças e, impressionado, declarou: “quisera que toda a humanidade se unisse neste mesmo dia, para um uni­versal agradecimento a Deus”. Assim, no Brasil o presidente Eurico Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graças por meio da Lei Federal 781/49.
3) O presidente Marechal Castelo Branco - o regulamentou no ano de 1965, oficializando “a quarta quin­ta-feira do mês de novembro para a comemoração em todo território Na­cional”.

2. CELEBRAÇÃO
1) Depois das colheitas terem sido gravemente prejudicadas - pelo In­verno rigoroso, os colonos em Plym­outh tiveram uma boa colheita de mil­ho no Verão seguinte, em 1621. Para marcar e celebrar a ocasião depois de sucessivos anos complicados no que diz respeito à agricultura, o governador da vila resolveu organizar uma festa no Outono de 1621. Nessa festa par­ticiparam cerca de 90 índios trazendo perus de presente, para serem comidos com patos, peixes e milho. A partir desse ano, na Nova Inglaterra - EUA, em cada Outono era organizada uma festa de gratidão a Deus, por causa das boas colheitas e outras bençãos divinas.
2) O Dia de Ação de Graças é um feriado familiar - onde é normal re­alizar-se longas viagens para que os parentes estejam reunidos. Outra grande tradição deste feriado é a comi­da. As famílias celebram este dia com muita fartura gastronômica, onde tipi­camente se come peru (por isso tam­bém é conhecido como Turkey´s Day - Dia do Peru), batata-doce, purê de batata, torta de abóbora, torta de maçã, torta de nozes, entre muitas outras cois­as da boa culinária. Em alguns países, o Dia Nacional de Ações de Graças é celebrado por milhares de famílias em cultos especiais nas igrejas.
3) O Dia de Ação de Graças é tam­bém muito conhecido - por grandes desfiles em diversas cidades. No Dia de Ação de Graças também é disputado um jogo de futebol americano, um dos esportes mais apreciados nos Estados Unidos. A Sexta-feira depois do dia de Ação de Graças é conhecida como Bla-ck Friday (Sexta-feira Negra, em por­tuguês). Nesse dia, várias lojas fazem promoções surpreendentes, e por esse motivo ficam superlotadas e faturam seus estoques com preços promociona­is abaixo de 50%.

3. GRATIDÃO CBSI
1) Devemos agradecer a Deus pelo que não pedimos e recebemos - Agra­decer é ainda difícil porque muitos es­tão na situação em que as coisas más parecem sobrepujar as boas. Ficamos tão desapontados com a vida. É tanto problema que não conseguimos imagi­nar alguma coisa boa para agradecer a Deus. O sentimento de gratidão deve se infiltrar no nosso cotidiano, fazer par­te natural de nossas vidas. A gratidão desinteressada abre mais portas do que supomos, e o sentimento de gratidão a Deus não se resume ao que pedimos e recebemos e não pedimos e recebemos.
2) Devemos agradecer a Deus pelo que pedimos e recebemos - Deus é o sumo benfeitor que nos concede bênçãos sem conta. A Ele devemos ren­der graças e louvor. Devemos agrade­cer a vida, a esperança da salvação em Cristo; agradecer a força para vencer as tentações e dificuldades. Hoje, não deixe de parar um pouco e agradecer. Esqueça as preocupações e pense nos motivos de gratidão. Deus se agrada de um coração agradecido. No livro de Efésios 5.20, o apóstolo Paulo nos ad­moesta a “dar graças por tudo”.
3) A Igreja CBSI celebra o Dia de Ações de Graças - em seu calendário anual, seguindo a boa tradição de “con­tar as bençãos da divina mão” agrade­cendo a Deus e também às pessoas que durante o ano em curso, foram benev­olentes conosco. Nem sempre as pes­soas se lembram de agradecer a Deus por suas bênçãos. Dar graças a Deus não é algo tão fácil e simples. É preci­so disciplinar o coração! A prática tem demonstrado que a nossa tendência é sempre pensar que merecemos as cois­as boas que temos. Temos inteligência, criatividade, habilidade, capacidade para realizar e trabalhamos muito! Por que agradecer pelo que somos e pelo que temos? Porque tudo nos foi dado por Deus! Na maioria das vezes nos es­quecemos de agradecer o que Deus nos têm dado.
Porém, o sentimento de gratidão a Deus vai muito além do que pedimos e recebemos pois deve expressar-se so­bretudo em louvor, adoração e serviço consagrado à glória de Deus e fideli­dade à Sua Igreja. Gratidão é virtude de pessoas centradas em Cristo e de ego crucificado. No domingo subsequente ao “Dia” celebremos a gratidão com ação de graças juntos diante de Deus.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

ATOS PROFÉTICOS HOJE



Ap. Jota Moura

Que deveras te abençoarei, e grandissima­mente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos”. Gênesis 22.17.

Ato profético não é misticismo, como alguns acham. Como o nome já sugere, são ações re­alizadas por profetas de Deus com determina­do sentido profético através de atos, palavras e símbolos. São sinais que apontam para o Reino Espiritual e que têm consequências no reino físico. Os atos proféticos devem ser precedidos por atos de consagração, jejum, oração e ma­peamento espiritual da cidade ou região onde os mesmos serão feitos.
O inimigo do império das trevas também usa a tática de demarcação, geralmente com nomes e esculturas dedicadas a entidades do mal. O inimigo busca demarcar tomando lugares altos e estratégicos, geralmente em posição triangu­lar, colocando em cada ponto uma demarcação espiritual.
Definimos Ato Profético como uma ação ex­ecutada por um profeta ou enviado de Deus, in­vestido com a devida autoridade, em um local, tempo e modo especificados pelo Espírito San­to, com o fim de trazer à terra a liberação do Seu poder, sobre determinada circunstância em que o próprio Deus já tenha revelado Sua perfeita e soberana vontade.

1. ATOS PROFÉTICOS NA BÍBLIA
Em Gn. 3, Adão e Eva se cobrem de folha de figueira, depois Deus os veste com pele de cordeiro, este cordeiro foi morto, sangue foi derramado, o derramar do sangue foi um ato profético da redenção através do sangue (veja Hb 9:22). Este foi o primeiro ato profético exe­cutado, realizado pelo próprio Deus.
No Antigo Testamento - Deus manda marcar com sangue os umbrais das portas dos hebreus no Egito (Ex 12:7). Jacó usa varas simbóli­cas, devidamente adornadas para a procriação próspera de seu gado (Gn. 30:39). Eliseu pede vasilhas vazias para operar o milagre da mul­tiplicação do azeite (2ª Rs 4). Gideão coloca novelos de lã pedindo a Deus confirmação para suas ações (Jz 6). Eliseu usa um pedaço de pau para fazer flutuar o machado perdido (2ª Rs 6:6). Isaías manda o rei Acaz colocar emplas­to de pasta de figos sob sua chaga para a cura (2ª Rs 20:7). O pisar com a planta dos pés para conquistar territórios (Dt 11:24-25; Js 1:3 e Jz 3:13). Uso de bandeiras que demarcam territóri­os conquistados (Is 62:10 e Nm 1:52). Toque do Shofar para a derrubada de principados (Js 6:4).
       Existem ainda vários tipos de Atos Proféticos selados com a palavra viva, como: profetizar contra os montes (Ez 6.1-3); bater com as mãos e os pés (Ez 6.11); gritar e uivar (Ez 21.12); bat­er palmas (Ez 21.14-17); dobrar, virar ou girar uma espada (Ez 21.14b); gravar marcos nas en­tradas da cidade (Ez 21.19); enterrar e desenter­rar cintos (Jr 13.1-11).
No Novo Testamento - Jesus cospe no chão, pega o lodo e passa nos olhos do cego para curá-lo. (Jo 9:6). O próprio batismo é um ato profético no momento em que mergulhamos na água para arrependimento (Mc 10:39). O ato de imposição de mãos para curar (Mc. 16.18) e para ordenação (At 6:6). Unção com óleo para cura dos enfermos (Tg 5:14-16 e Is 10:27). Lenços e roupas para a cura de enfermos (At 19:11-12).
E centenas de outros atos proféticos descritos em toda a Bíblia, inclusive realizados por Jesus como vimos, e, o maior de todos os atos: sua morte numa… CRUZ!

2. ATOS PROFÉTICOS DE GUERRA
Outros Atos Proféticos utilizados em forma de símbolos em batalhas territoriais, que geraram vitórias espetaculares e sinais extraordinários: permanecer com as mãos erguidas (Êx 17.8- 16) é um sinal militar duplo, que determina o início da guerra bem como o avanço das tropas; golpear a água com manto (2 Rs 2.8,13-14); lib­erar palavras de ordem em obediência ao Sen­hor (Js 10.12-15); restaurar o altar e pedir fogo do céu para vencer confrontos (1 Rs 18.20-46); estender a vara (cajado) para fender o mar (Êx 14.15-21); quebrar cântaros e tocar trombetas (Jz 7.16-25); marchar gritando em círculos (Js 6.1-20); dar voltas nos quatro cantos da cidade, contar suas torres (lugares fortes) e observar bem suas defesas (Sl 48.11-12); pessoas como símbolos proféticos, por exemplo, noivo e noi­va (Os 1); deitar na terra confessando pecados e profetizando (Ez 4.4-6); tocar com a vara na rocha e produzir água (Êx 17.6); profetizar no vale sobre ossos secos (Ez 37).

3. ATOS PROFÉTICOS DE CONQUISTA
Eis alguns exemplos de ferramentas usadas em Atos Proféticos: maquetes de lugares ou cidades, ungindo e profetizando (Ez 4.1-4); ar­vorar bandeiras como símbolos de uma nação ou região (Is 13.2, 18.3); edificar altares de pedras e tomar posse do território inimigo (Gn 12.7-8); proclamar a Palavra aos montes, vales, pedras, árvores ou animais (Ez 36.1-15); lançar ou espalhar sal em pontos estratégicos para fir­mar pactos (Lv 2.13; 2 Re 2.21-22; 2 Cr 13.5); derramar azeite de oliva sobre lugares específ­icos (Lv 8); libação, que é o derramamento de uma pequena porção de vinho (Gn 35.12-14); pedras (Jr 43.9-13); arco e flechas, facas, espa­das (2 Re 13.14-19), flechas atiradas na direção do território inimigo equivalem a declaração de guerra; danças proféticas (Êx 16.20-21; 2 Sm 6.14-16); toques da shofar (Js 6.2-16); grãos (símbolo do fruto, colheita, a v i v a m e n t o ) . Devem ser lança­dos dos altos dos montes visando a colheita d’al­mas (Sl 72.16); éfode (usado para profetizar); hastear bandeiras ou marchar com estandartes representando as tribos de Israel, nações ou po­vos; mantos ou Fitas (símbolos representativos da investidura divina); estacas (para ferir a terra ou fincá-las para assinalá-la).

4. INTERCESSÃO PROFÉTICA
É adentrar no Santo dos santos. É ir ao terceiro céu e ver o que ocorre no mundo espiritual, traz­er a intercessão do coração de Deus para o pla­no físico. É conhecer a vontade clara de Deus e clamar por ela com o ardor de um coração aflito e sedento por mais e mais de Deus. É buscar a vontade do Pai custe o que custar. É chorar o choro do Espírito e ser quebrantado por um forte anseio de trazer o Reino de Deus a terra.
Não é uma simples oração, mas uma vida de oração! Constantemente estar ligado nos céus, estar conectado no trono e ver e ouvir coisas inefáveis e indizíveis. A intercessão profética é capaz de trazer os céus a terra e de levar a terra aos céus!
Todas as cidades têm demarcadores espiri­tuais, marcos que são rastros de dominação do inimigo, templos com suas imagens de idolatria. Observamos miséria e sujeira em umas, em out­ras muito suicídio, violência, pedofilia, assassi­natos e por ai vai, todas dominadas por atuações malignas.
Os atos proféticos determinam a retirada des­tas demarcações, a nível espiritual em princípio, até chegar-se ao nível visível também.
Uma cidade restaurada derruba seus postes-ído­los, assim como Gideão, cuja primeira incum­bência após ser ungido por Deus como juiz, der­rubou o poste ídolo a baal que existia em local estratégico em sua cidade (Jz. 6:25-32). Inter­essante que para isso enfrentou seu próprio pai.
Num período de tempo em que a igreja dormiu, o inimigo tratou de manchar as cidades, demarcá-las com suas ações malignas.
Hoje a igreja cristã brasileira recebeu novo entendimento espiritual de que é hora de red­imir os territórios tomados pelo inimigo com atos que profetizem a queda de toda obra má que escraviza cidades e países onde a luz do Evangelho de Cristo ainda não reina. Mediante a fé e pureza do coração, minha ação profética tem alto valor no Reino do Espírito que se ex­pressa no mundo físico, experimente!

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

PURIM: A FESTA DA UNIDADE



Ap. Jota Moura

“Óh quão bom e quão suave é viverem unidos os irmãos” (Salmo 133.1).
Purim nos lembra que os judeus, mesmo estan­do num país estranho e como escravos, foram duramente perseguidos pelas forças das trevas a fim de serem eliminados para sempre, não deix­ando-se assim nenhum rastro de sua história para a humanidade.
Nesta festa, lembramo-nos que Israel foi liberto da morte, assim como foi no Egito (num país estranho e sob a condição de escravos). Em Purim, a Bíblia e seus man­damentos realmente unem o povo de Deus e as suas gerações subsequentes. Purim celebra a libertação do povo de Deus ainda no cativeiro como no antigo Egito! Mesmo estando numa situação adversa e sob o jugo dos persas, o povo de Israel pode experimentar uma tremenda lib­ertação pela ação do Eterno.

1. IMPORTÂNCIA DE PURIM
Esta palavra hebraica vem do termo “pur” que significa sorte. Ela está então no plural, signif­icando “sortes”. Por que os rabinos atribuem significado especial a uma festa que não se encontra na Torah (Pentateuco), que possui uma origem rabínica, que é celebrada com fes­tividades e comes e bebes, que é destituída de conteúdo religioso, e cuja fonte documenta (O Livro de Ester), nem mesmo contém o nome de Deus?
A importância da Festa de Purim é que ela rep­resenta a aceitação espontânea da Palavra de Deus, por parte de toda uma geração do Seu povo. E é por isso que a celebração de Purim ja­mais desaparecerá, pois está intimamente ligada à sobrevivência do povo judeu.
A libertação dos judeus das maquinações de Haman teve início em Pessach, quando Esther fez a sua primeira aproximação do rei. Seria en­tão possível sugerirmos que Mordechai moldou a festa de Purim, até certo ponto, segundo os modelos de Pessach? Se este é o caso, então o modo de observação de Purim cai em um pa­drão bastante distinto.
Depois de ser libertado das mãos de Haman por Deus, através da interferência de Ester e Mor­dechai, o Povo Judeu agora reconciliou-se livre e alegremente à Torah, cumprindo com os seus mandamentos. Eles não tinham nenhuma outra intenção e não foram de forma alguma obriga­dos por Deus. E é por isso então que a Festa de Purim adquire tamanha importância, pois é a celebração da aceitação voluntária da Torah pelo povo judeu.
O tema básico de Purim é a história da liber­tação. Assim como o êxodo do Egito, temos a obrigação de lembrar desta história. Em Purim também a história é contada, através da leitura da Meguilá (Livro de Ester). Da mesma forma que experimentamos o gosto amargo da ser­vidão, através da história e através do gosto amargo das ervas que comemos em Pessach, assim também experimentamos a sensação de perigo para o nosso povo, através do jejum anterior a Purim. O jejum, chamado de “Jejum de Ester” em homenagem ao papel principal de Ester, não acontece no mesmo dia dos três out­ros dias de jejum. Assim, da mesma forma em que em Pessach o gosto amargo precede a sen­sação de liberdade, assim também em Purim, o jejum precede as festividades. Em Pessach celebramos a libertação do Egito, em Purim nos alegramos pela libertação da Pérsia numa cele­bração espiritual.

2. SIGNIFICADO DE PURIM
A Sidrá da Torah nos lembra do fato de que a nossa força se baseia na nossa união como povo de Deus. Assim como os impostos em skeka­lim, cada israelita era igual aos olhos de Deus, sendo somente parte do todo, completos so­mente quando ligados ao seu próximo. Quando separado de sua comunidade, o judeu se torna um simples fragmento; mas unido aos seus irmãos, ele se torna um todo efetivo. O histo­riador grego Strabo descreve os judeus da sua época: Não há lugar algum do mundo onde o judeu não esteja ou não tenha se estabelecido. Mesmo assim, em todas as nações da dispersão, os judeus mantiveram-se unidos e não fragmen­tados. Eles consideravam-se a si próprios como judeus da diáspora e encaravam Israel como sua terra natal. Jerusalém era a mãe de todas as comunidades judaicas, o Templo e os Sanedrim representavam sua capital. (Sanedrim 11, Rosh Hashaná 22).
A história dramática de Purim nos dá uma ilus­tração a mais deste princípio. Ester ao contar a Mordechai os planos diabólicos de Haman de exterminar todos os judeus do Império Persa, disse que Haman obteve sucesso em convencer o rei Ahasuerus, devido ao fato dos judeus esta­rem “divididos e desunidos” (Ester 3:8).
Tendo o desespero se espalhado por entre os ju­deus, Mordechai pediu à Ester que intercedesse e que fizesse um apelo ao Imperador. Ester o aconselhou: “Una os judeus primeiramente”. Só então Ester fez o apelo junto ao Imperador que trouxe a salvação e a festividade. Os judeus estão ligados a um pacto apresentado a eles por Mordechai e Ester.
As características de Iom Kipur são arrependi­mento, oração e ofertas aos pobres, são também as características de Purim. Os últimos dos itens são muito claros. O jejum de Ester e a leitura da Meguilá são facilmente identificados com as orações dos rituais de Kipurim. Yom Kipurim é o dia mais sagrado do ano – o dia no qual esta­mos mais perto de Deus e da quintessência de nossas almas. É o Dia da Expiação – “Pois neste dia Ele te perdoará, te purificará, para que se­jas purificado de todos os teus pecados perante Deus” (Levítico 16:30). Há ainda uma mitzvá específica – Matanot Laevionim – presente aos pobres. O aspecto de Tshuvá pode ser encontra­do no Lech Kenoset col Hayehudim. É a respos­ta ao que poderia ser mesmo con­siderado uma fra­queza percebida até mesmo por Haman. “Há um povo disperso e dividido”.

3. APLICAÇÃO PRÁTICA DE PURIM
O período festivo de Purim é marcado por um número bem distinto de práticas. Os dias anteri­ores a Purim são os dias do Jejum de Esther, ex­ceto quando Purim tem início no Sábado à noite.
Além da leitura da Meguilá (Livro de Ester), é também uma obrigação em Purim a comemo­ração da data com uma breve festividade. São enviados presentes aos pobres (matanot laevion­im) e vários tipos de alimentos para no mínimo uma pessoa (mishloach manot). Da mesma for­ma em que somos chamados a jejuar, também devemos presentear aos pobres e enviar comida para ao menos um indivíduo. O objetivo disto é permitir que os pobres consigam o necessário para a celebração da Festa de Purim.
Vivemos em uma época perigosa pela descren­ça generalizada. Infelizmente, a grande maioria dos cristãos hoje, não veem a Bíblia como parte integrante em suas vidas. Alguns não têm feito isto somente por ignorância, simplesmente de­sconhecem o real conteúdo da Bíblia e, por isso, não podem entender sua importância. Outros simplesmente a rejeitam, sendo que o pouco que sabem não os convence da verdade para serem libertos espiritualmente (ler João 8.32,36).
Nossa obrigação última é com a educação bíbli­ca em todos os seus níveis e não apenas para as crianças. Somente através do estudo da Bíblia, uma pessoa é capaz de aprender a gostar da Pa­lavra de Deus em toda a sua grandeza e sentir a inspiração necessária para viver de acordo com ela. A educação cristã deveria ser o item mais importante de toda a agenda da Igreja. Dizendo de um modo simples, sem o estudo sistemático da Bíblia, a vida cristã e o cristianismo em todas as suas facetas perderão sua eficácia.
A Igreja cristã tem sobrevivido por mais de 2000 anos, somente devido ao fato de que em cada geração, tem havido um número suficiente de pessoas que estudaram a Bíblia, sentindo-se inspiradas a viver segundo ela, e até morrer por ela. Enquanto o povo cristão continuar a se comprometer com a Bíblia e seus mandamentos a cada geração, o verdadeiro espírito de Purim viverá para sempre, e mais importante que isso, sobreviverá.
A união do povo de Deus traz o milagre da sal­vação. Quando todas as forças da Igreja estão a serviço do Senhor e dos valores bíblicos, então as nossas conquistas trarão luz a todo o mundo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

JEJUANDO COMO A RAINHA ESTER


Ap. Jota Moura

"Reúna todos os judeus que estão em Susã, e jejuem em meu favor. Não comam e nem bebam durante três dias e três noites. Eu e minhas criadas jejuaremos como vocês. Depois disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei". (Ester 4:16).

O Jejum de Ester foi uma consagração especial, buscando livramento divino. Portanto, é um jejum de mudança de sorte. É um jejum que trará o favor do Rei dos reis. Enfim, é um jejum que tirará todos os impedimentos de suas promessas, te habilitará e que te constituirá para o Reino.
1. FUNDO HISTÓRICO DO JEJUM
1) Ester era uma jovem judia que se tornou rainha - quando casou com Xerxes, o rei da Pérsia. Ela tinha um primo chamado Mardoqueu, que a tinha criado como filha, quando seus pais morreram. Mas Ester não contou ao rei nem a ninguém que ela era judia (Ester 2:10).
2) Mardoqueu tinha um inimigo chamado Hamã - que era o príncipe mais poderoso da Pérsia. De tanto que odiava Mardoqueu, Hamã decidiu matar todos os judeus! Ele obteve o apoio do rei e passou um decreto para exterminar os judeus em uma data marcada.
3) Quando Mardoqueu ouviu sobre o decreto - ele enviou uma mensagem a Ester, pedindo que ela fosse falar com o rei, para impedir a matança. Mas Ester estava com medo porque ninguém podia se aproximar do rei em seus aposentos, sem permissão e ele não estava muito interessado nela nessa altura (Ester 4:10-11). Se ela fosse lá, o rei poderia ordenar sua execução!
4) Porém se Ester não fosse todo seu povo seria morto - E nada garantia que ela iria escapar (Ester 4:13-14). A escolha era difícil e qualquer decisão era perigosa.
5) Por isso Ester decidiu jejuar antes de ir falar com o rei - Terminado o jejum, Ester falou com o rei e sua vida foi poupada. E mais: quando descobriu que era o povo de Ester que iria ser destruído, o rei mudou a situação. Um novo decreto foi escrito e, em vez de serem exterminados, os judeus mataram muitos de seus inimigos! Hamã também foi morto e Mardoqueu foi promovido pelo rei. Tudo terminou bem para Ester!

2. COMO FOI O JEJUM DE ESTER

1) Quando decidiu jejuar Ester convocou todos os judeus - de sua cidade para se unirem a ela nesse propósito. Ester, suas criadas, Mardoqueu e todos os judeus de Susã, passaram três dias sem comer nem beber nada (Ester 4:15-17).
2) O jejum de Ester foi um jejum mais radical - que só deve ser feito, no máximo, por três dias. Ficar mais tempo sem comer, nem beber é muito perigoso para a saúde. A situação de Ester era muito grave e pedia medidas drásticas! Sendo judia, Ester também teria experiência de jejuar. Ela saberia como tomar cuidado para não causar danos à sua saúde.
3) Ester e todos que participaram do jejum - provavelmente passaram muito desse tempo em oração, pedindo por livramento. Esse jejum não era um simples pedido por vitória na vida, era um clamor a Deus para mudar uma situação extremamente perigosa.
4) O jejum de Ester foi uma forma de mostrar dependência total- de Deus, o único que poderia salvar sua vida. Na Bíblia o jejum não aparece como um mandamento, mas é assumido como prática normal do cristão. Deve ser voltado para Deus, não para o reconhecimento dos outros. (Mateus 6.16-18).
5) A Bíblia dá exemplos de três tipos de jejum – (1) Jejum normal – não comer nada, só beber água. Este é o tipo de jejum mais normal, que Jesus fez no deserto (Mateus 4:1-2 só diz que não comeu e que teve fome, não que teve sede); (2) Jejum total – este é o mais radical, que só aconteceu em situações extremas, como o caso de Ester, e nunca por mais de três dias; (3) Jejum parcial – durante três semanas Daniel não tomou vinho, carne ou coisas saborosas (Daniel 10:2-3). É o mais recomendado para pessoas com algum impedimento para fazer um jejum normal, como trabalho muito pesado ou problemas de saúde.

3. PROPÓSITOS DO JEJUM DE ESTER      

1) Para ficar mais próximo de Deus - Esta é a razão principal para jejuar, todas as outras são secundárias (Zacarias 7:5). Jejuar é uma forma de adorar a Deus e de o escutar melhor.
2) Para exercer domínio próprio - Desfrutar da comida é bom mas não devemos ser dominados por ela (1 Coríntios 6:12). Jejuar ajuda a pôr o corpo debaixo da autoridade de Deus.
3) Para libertação e milagres - Jejuar e orar ajuda a vencer batalhas espirituais, porque estamos mais ligados espiritualmente a Deus nessa altura. Por exemplo, Ester, antes de falar com o rei para resolver um problema que parecia impossível, convocou um jejum de três dias (Ester 4:15-17).

4) Para obter respostas - Em Atos do Apóstolos 13:2-3, Deus falou com as pessoas enquanto jejuavam. Quando jejuamos e oramos Deus pode revelar-nos coisas úteis ou importantes.

5) Para mostrar tristeza e arrependimento - Quando o povo de Nínive ouviu o profeta Jonas e se arrependeu, foi proclamado um jejum para pedir perdão a Deus e consertar as coisas (Jonas 3:5-9).

4. COMO FAZER O JEJUM DE ESTER

1) Recomendações Gerais – aplicam-se a qualquer tipo de jejum com o propósito de evitar efeitos colaterais. Se você tem problemas de saúde, procure uma opinião médica antes de decidir fazer o jejum.
·   Se você não está acostumado a jejuar, comece com um jejum pequeno (meio dia). Vá aumentando o tempo aos poucos e de acordo com o que sentir que é a vontade de Deus.
·  Na medida do possível, aproveite o tempo da refeição para oração e meditação bíblica. Medite numa passagem previamente orientada da Palavra de Deus, sempre ligada ao tema, a partir do Livro de Ester.
 ·                 ·   Faça uma Oração Profética a cada dia. Essa oração também será orientada.
·  Para diminuir efeitos negativos, alguns dias antes de jejuar, pare de beber café ou chá. Não coma muito nos dias que antecedem o começo do jejum.
·       Beba água com frequência, se possível, dois litros por dia.
·  Se você se sentir um pouco tonto ao fazer movimentos, mexa-se mais devagar e ore repreendendo a possível dor de cabeça, fruto da desintoxicação orgânica.
·       Não termine o jejum com comida muito pesada ou gordurosa. Recomenda-se uma sopa de legumes e carne branca.
2) Dieta alimentar do jejum de Ester – Você vai jejuar uma refeição a sua escolha: café, almoço ou jantar, uma dessas refeições você irá jejuar e se conectar em espírito no Jejum.  Junto com o jejum e nos dias da campanha de jejum faremos uma oferta de sacrifício de louvor a Deus. O pensamento de murmuração pode até vir passear em nossa mente, mas ao abrirmos nossa boca só sairá palavras de louvor a Deus, palavras de Adoração, Gratidão. Enfim, vamos evitar falar palavras de murmuração e nos concentrar em falar palavras de gratidão e louvor ao Senhor. 
3) Para pessoas com problemas de saúde – que não puderem jejuar, façam um jejum parcial (abstendo-se de refrigerantes, doces, guloseimas, carne vermelha). Faça também um jejum de palavras, fique mais calado, faça um jejum de não usar maquiagem e brinco, fique sem ver televisão, redes sociais, enfim o que seja um sacrifício para você.  Fica a sugestão do jejum de palavras, mas quando nos calamos é quando ouvimos Deus falar conosco.
4) Faça o jejum parcial abstendo-se de alimentos como - carne vermelha, guloseimas, refrigerantes e todo o tipo de doces e chocolates.  Quem pratica esportes, academia não fazer exercícios físicos em jejum, jejue após a prática dos exercícios. Se organize e veja o horário da prática do exercício e o horário em que você vai jejuar.  
Jejuar é não comer e/ou não beber durante um certo período de tempo. Também pode ser acompanhado por outros atos de renúncia, como abstinência de relações sexuais (1 Coríntios 7:5). O jejum aparece na Bíblia como uma coisa boa, ligada sempre à oração. Não tem de ser um jejum muito longo, podendo ser até uma prática regular. O importante é seguir a direção de Deus e aproveitar o tempo para orar. Você não deve jejuar só por se sentir pressionado ou para parecer religioso, mas com alegria e fé conectado com Deus.


ANDE NO CAMINHO DO REINO

Ap. Jota Moura  “E este evangelho do reino será prega­do no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”...