sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

RC #11: REMEMORANDO A REFORMA

por Ap. Jota Moura

Dia 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero fixou na Catedral de Wittenberg, Alemanha, as 95 teses contra a venda das chamadas Indulgências. A data tornou-se aniversário da Reforma do século XVI, completando em 2011, 494 anos. As indulgências eram documentos oficiais da Igreja Católica que garantiam ao seu portador o perdão dos pecados. Dizia-se pelos pregadores mais “vorazes” que à medida que as moedas caíssem no gazofilácio, as almas seriam perdoadas e entrariam direto no Paraíso, pela compra das indulgências romanas. Comemoramos o fato de Deus ter levantado este Movimento, que marcou e mudou a história. Apresentaremos em síntese, as teses basilares da Reforma do século XVI, para conhecimento dos fundamentos da fé evangélica.



Tese 1

SOLA SCRIPTURA

1) Afirmamos somente a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita - única para constranger a consciência humana. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento humano deve ser avaliado. 2) Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo - possa constranger a consciência individual, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação divina. 3) A obra do Espírito Santo na experiência pessoal - não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência pessoal, é o teste da verdade.

Tese 2

SOLUS CHRISTUS

1) Afirmamos que a salvação é realizada somente pela obra mediatória do Cristo histórico - Sua vida sem pecado e sua expiação por si só, são suficientes para nossa justificação e reconciliação com Deus Pai. 2) Negamos que o evangelho esteja sendo pregado - se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão, caso olvidemos esta verdade. 3) Quando isso ocorre o resultado é uma perda de valores absolutos - um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata.

Tese 3

SOLA GRATIA

1) Afirmamos que somente pela Sua graça somos resgatados da ira de Deus - A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida eternal. 2) Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana - Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. 3) A graça de Deus em Cristo não só é necessária - como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 4

SOLA FIDE

1) Afirmamos que a justificação é somente pela fé - mediante a graça somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada, como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. 2) Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito - que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição religiosa negando a sola fide, possa ser igreja neo-testamentária. 3) Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar - pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a Sua justiça. Por Ele ter levado sobre Si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo.

Tese 5

SOLI DEO GLORIA

1) Afirmamos que somente Deus é digno de glória, honra e adoração - como a salvação é para a glória de Deus, devemos glorificá-Lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para Sua glória somente. 2) Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus - se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao Evangelho. 3) A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável - Essa perda nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos focalizar somente em Deus nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no Reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

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