sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

RC #29: PRINCÍPIO DA FAMÍLIA SACERDOTAL

por Ap. Jota Moura

“Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu.” (Hb 2.13d)

Entramos no mês de maio, considerado o mês da família por muitos do povo de Deus.

Ensejando o mesmo, vamos tratar de um princípio bíblico pouco conhecido e enfatizado nos púlpitos das igrejas.



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1. FUNÇÃO REDENTORA DA FAMÍLIA


Quando o Senhor Deus criou a raça humana na Terra, começou com uma só família - Adão e Eva (Gn 1.27-28, At 17.26).

Quando a raça já decaída e multiplicada tendo o pecado proliferado trazendo o juízo diluviano, o Senhor encontrou na família Noática o liame de preservação da humanidade (Gn 7.1, Hb 11.7).

Quando chegou o tempo providencial na economia Divina de preparar um povo como canal da Revelação Especial, aconteceu o chamado de Abrão e Sarai (posteriormente – Abraão e Sara) para serem o tronco patriarcal da nação messiânica (Gn 12.1-3, Rm 4.13).

Quando a nação israelita fora liberta do cativeiro egípcio sob a liderança de Moisés, recebeu no Sinai entre outras, instruções de constituir Aarão e seus filhos como sacerdotes do seu povo (Êx 28.1-2, Hb 7.5).

Finalmente, quando chegou a plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho Unigênito a fim de resgatar Suas criaturas e a Terra maculados pelo pecado, escolheu José e Maria como progenitores do Messias JESUS (Lc 2.4-7, Gn 3.15, Gl 4.4-6).

Estes fatos bíblicos entre outros, mostram o plano especial do Criador para a família. Ele quer constituir e comissionar famílias comprometidas com os propósitos do Seu Reino sacerdotal (Ap 1.5-6, 5.9-10). Famílias conscientes do seu chamado para exercer governo sacerdotal conquistando nações para Cristo (Êx 19.6, Sl 2.8). Aleluia!


2. NÍVEIS SACERDOTAIS REVELADOS


Costuma-se dizer que - filho de peixe é peixinho, filho de ovelha é ovelhinha. Mas, filho de crente não é crentinho, e nem filho de pastor é pastorzinho! Entendo perfeitamente a ênfase que se quer dar a experiência personal da salvação bem como ao chamado do ministério. Que não são hereditários e nem transferíveis de pais pra filhos. Porém, lamentamos a exacerbada ênfase individualista que ofusca a promessa inclusiva de Deus para a família, tanto na salvação como no ministério (At 16.31, Js 24.15d). Um estudo acurado das Escrituras Sagradas revela que o Senhor nunca desfocou a família e trabalha para edifica-la tanto na Terra como nos Céus (Ef 3.15). Daí, alinhamos em esboço os níveis sacerdotais revelados.

1) O Sacerdócio Aarônico - Encarnado pela tribo de Levi era predominante na Antiga Aliança, tipifica o ministério em nível religioso introdutório e representativo do povo diante de Deus e de Deus diante do povo (Hb 7.8-12). Propedêutico e transitório, portanto.

2) O Sacerdócio Real - Inaugurado por Jesus Cristo em Sua Encarnação, nos corações de todos que confessam Seu Senhorio e que vivem para implementar Seu domínio nos corações e no Mundo pela proclamação do Evangelho do Reino (1 Pe 2.9-10, Ap 11.15, Mt 24.14). Missional e profético!

3) O Sacerdócio Melquisedequiano - Tipificado em Melquisedeque contemporâneo de Abraão, fala do sacerdócio do Messias JESUS que inaugura a Nova Aliança Eterna, revelando o Emanuel - Deus conosco (Hb 7.1-3,14-17). Experimental e eterno...

Não temos nenhuma Escritura Sagrada que chancele a revogação do chamado da família ao sacerdócio generacional. Devemos passar a tocha sacerdotal, tanto para nossa linhagem de família natural (biológica) convertida a promessa Divina como a família espiritual (Igreja) chamada por Cristo para fora da religiosidade de consumo da graça barata. Cheguemos ao sumo-sacerdócio de Melquisedeque. Até que ELE venha!

Honolulu (HI) - May 01, 2011.

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