quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O MINISTÉRIO DA DIACONIA



Ap. Jota Moura

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. (1 Pedro 4.10)
O termo ministro/ministério abrange a todos os serviçais da Casa de Deus, como veremos a seguir pelo exame da Bíblia.
1. NO ANTIGO TESTA­MENTO
1) Meshareth uso restrito - vocábulo hebraico (na Septua­ginta, leitourgos) e seus correla­tos, normalmente se referem ao serviço no templo ou à minis­tração dos anjos (Sl. 104.4).
2) Meshareth uso geral - Josué é o servidor de Moisés (Êx. 24.13; Js. 1.1), e os criados de Salomão (I Rs. 10.5) são seus servos domésticos.
2. NO NOVO TESTAMEN­TO
1) Diákonos o servidor das mesas - É a palavra característi­ca do NT, a princípio num sen­tido não técnico, e em Fl. 1.1 e nas epístolas pastorais, como o título de um oficial eclesiásti­co. Refere-se ainda ao serviço temporário ou permanente, quer realizado por escravos quer por livres; mas tem o sentido espe­cial de servir às mesas. O próprio Cristo aparece entre os discípu­los como ho diakonon ou aquele que serve (Lc. 22.27), e pode ser descrito como um diákonos da circuncisão (Rm. 15.8). Se­guindo o exemplo desse humil­de serviço, os maiores cristãos, à semelhança de Cristo, devem ser os ministros dos demais (Mt. 20.26; Mc. 10.43). Assim é que encontramos os apóstolos e seus auxiliares designados como min­istros de Deus (2 Co. 6.4; I Ts. 3.2), ministros de Cristo (2 Co. 11.23), ministros do Evangelho (Ef. 3.7; Cl. 1.7), ministros da Nova Aliança (2. Cor. 3.6), min­istros da Igreja (Cl. 1.25) ou em sentido absoluto (1 Co. 3.5; Ef. 6.21).
Os sete diáconos da Igreja de Jerusalém foram apontados para servir as mesas diakonein trapezais, e sua obra primária era visitar de casa em casa e aliv­iar as necessidades dos pobres e enfermos. Os diáconos eram os principais agentes, mediante os quais a Igreja expressava sua comunhão mútua de serviço e a caridade de Jesus Cristo, nos­so Deus Salvador e Senhor aos homens.
Febe em Romanos 16.1 é uma mulher descrita como diakonos ou diaconisa na igreja de Cen­créia. As ministras ou diaconi­sas se desenvolveram na igreja principalmente a partir do sécu­lo terceiro da nossa era (1 Tm. 3.8-13).
É bom observar também que Satanás tem igualmente seus ministros (2 Co. 11.15); existe até o ministro do pecado (Gl. 2.17); e o poder secular ou pod­er público do Estado reputado também como ministro de Deus (Rm. 13.4).
2) Doulos o escravo de Cristo - A humildade do serviço cristão é salientado ainda mais poderosa­mente mediante o emprego desta palavra. Esta forma de escravo foi o tipo que Cristo assumiu (Fl. 2.7), sendo também os apóstolos designados doulos ou escravos de Cristo (Rm. 1.1; Gl. 1.10; Cl. 4.12). Assim sendo, o ministro realiza o serviço humilde de um escravo ao Seu Soberano Sen­hor, assim como o ministro é um doulos, um escravo de Cristo.
3) Hy­peretes o remador de segunda classe - É outro termo usado para descrever o ministro do Evangelho e que passou a sig­nificar qualquer pessoa que ocu­pa uma posição subordinada. O próprio apóstolo Paulo ufana­va-se de ter recebido de Cristo tal posição na galera da Igreja (At. 26.16; I Co. 4.1).
4) Leitourgos o ministro do Templo - termo aproveitado pelo Novo Testamento em sentido cristão, para designar o ministro do Evangelho de Cristo. Origi­nalmente se referia ao servidor público, tendo então adquirido sentido religioso, conforme se emprega na Septuaginta. Dessa maneira Cristo aparece como leitourgos do templo celestial (Hb. 8.2) e os anjos são espíri­tos litúrgicos, isto é, ministrantes espirituais da parte de Deus aos Seus filhos (Hb. 1.14). O verbo correspondente é empregado também para identificar os pro­fetas e mestres que ministravam em Antioquia (At. 13.2).
Assim sendo, na compreensão cristã histórica sobre o ministério, quer oficial ou não, todos os cris­tãos são chamados de ministros na Casa (templo) do nosso Deus (1 Pe. 2.9). Um verdadeiro min­istro presta um humilde e amo­roso serviço a Deus, servindo em nome de Cristo a todos os seres humanos que Ele amou de tal maneira que deu Seu Filho para morrer na cruz por eles (Jo. 3.16). Amém!

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