quinta-feira, 20 de setembro de 2018

COMO ENTRAR NO REINO DE DEUS


                                                                                                        

Ap. Jota Moura
“E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolo: Que Faremos irmãos?” (At 2.37)

Quando o Evangelho do Reino chega até nós, revelando a pessoa de Jesus Cristo como Senhor, sua obra por nós na cruz e a nossa real condição de pecado, isso gera um confronto que desperta na consciência de que é preciso mudança (Jo 3.3-7). Eu creio Senhor! Mas agora, o que eu devo fazer? Foi exatamente isso que aconteceu com a multidão em Atos 2, após a pregação de Pedro.

   1. JESUS A PORTA DO REINO

Pedro inicia falando dos milagres, prodígios e sinais feitos por Jesus e da sua morte expiatória na cruz (vs 22 e 23). Fala também da sua ressurreição usando duas provas: as promessas feitas a Davi (v24-32) e o testemunho deles mesmos que viram a Jesus ressuscitado e sua exaltação (v32-35).
Proclama ainda que Jesus é Senhor e Cristo (v 36). Esta proclamação sobre Jesus, sua vida, morte, ressurreição, exaltação e senhorio é a porta que vai provocar fé no coração daquele que ouve. Ninguém pode experimentar o novo nascimento se não for pela fé no Senhor ressuscitado (Rm 8.9). Quando se fala sobre o Reino de Deus, o senhorio de Jesus Cristo, sua obra salvadora por nós, somos desafiados a crer (Mc 16.15).

2. AS CHAVES DO REINO

Quando os que ouviram Pedro e deram crédito à sua palavra (v37), receberam a segunda parte da mensagem (v38). Na primeira parte (v22-36) ele falou do que Jesus fez. Agora ele fala do que Jesus quer que nós façamos. “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” (At 2:38)
• As duas primeiras são premissas condicionais para entrarmos no Reino de Deus.
• A terceira é uma promessa de Deus àqueles que preenchem as condições de entrada.
Podemos dizer que estas são as chaves do Reino: A fé na proclamação de Jesus não é a própria entrada no Reino. A fé é a base, aquilo que vai me dar poder para entrar e sair como filho de Deus (Jo 1.12).
O arrependimento e a fé são chaves do reino que utilizadas adequadamente abrem a porta de entrada do Reino de Deus.
O batismo é o público testemunho da nova vida em Cristo. (Rm 6.1-3)
O dom do Espírito Santo é o selo de confirmação da graça de Deus operante na vida do que crê (Ef 1.13-14).
O padrão apostólico de entrada no Reino de Deus implica numa experiência de fé, arrependimento e batismo nas águas e no Espírito Santo para uma vida frutífera e de crescimento espiritual em Cristo (2Co 5.17).

3. O CAMINHO APÓS A PORTA

Jesus é a porta porque está no início de nossa nova vida. Após entrarmos por ela, iniciamos nossa caminhada no Reino de Deus.
Quando o evangelho do Reino nos é anunciado, exercitamos a fé, confessamos Jesus como Senhor e entramos pela porta, encontramos o caminho do reino que nos leva à casa do Pai. (Jo 14.6)
Estas são atitudes que determinam a chegada do Reino de Deus na vida de uma pessoa. Falar da obra de Jesus na esperança de que os homens creiam sem colocar as condições para ser um discípulo, produz uma fé que não se expressa e logo se torna uma fé morta.
Por outro lado, falar das demandas (exigências) do Reino, sem comunicar a graça de Jesus Cristo, produz uma religiosidade legalista e sem poder.
O conhecimento da verdade produz fé para a obediência, os mandamentos direcionam essa obediência e a promessa capacita para o testemunho cristão.

A FESTA DAS TROMBETAS HOJE


                                                                                           
                                                                                                                                         Ap. Jota Moura
A trombeta simboliza uma mensagem de Deus através de um de Seus servos. "Clama em alta voz, não temas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão” (Is. 58.1). Lemos também em Ezequiel 33.4 "Se aquele que ouvir o som da trombeta não se der por avisado...  o seu sangue será sobre a sua própria cabeça”.
Em Ezequiel 33, Deus faz de Ezequiel um sentinela para a Casa de Israel. Ezequiel é designado para falar à nação, como um alerta. Este conceito de Deus tocando a trombeta para chamar a atenção das pessoas com quem Ele está falando é encontrado novamente em Apocalípse 1.10 e em 1 Coríntios 14.8.
Você percebe a incidência do número sete na Bíblia? Falamos em sete dias, sete semanas. Agora, no sétimo mês, numa tripla sequência de sete dias, perfazendo vinte e um dias (7+7+7), encontramos as festas denominadas messiânicas: Trombetas, Expiação e Tabernáculos. Se Pesach Matzot, Bakurim e Shavuot falam do Messias ressurreto, as três últimas Festas (Zikaron Teruah, Kipurim e Sucot) falam do Messias que há de voltar, pois todas elas apontam para a preparação final, ou a volta do Messias com o Seu reino pleno.

1. CONTEXTO HISTÓRICO

1) A Festa das Trombetas era marcada por eventos especiais – Além do soar das trombetas e da oferta dos sacrifícios (Nm. 29.1-6), Israel considerava a Festa das Trombetas como um sábado sagrado. Moisés também ordenou um descanso, uma cessação de esforços para a nação de Israel. "Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro dia do mês, tereis descanso, uma celebração com o tocar de trombetas, uma santa convocação. Nenhuma obra servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao Senhor" (Lv. 23.24-25).
2) O propósito principal da Festa das Trombetas – era anunciar a chegada do sétimo mês, último do ano, afim de preparar o povo para o Dia da Expiação, segundo o calendário de Israel. Após o mês de Tishrei que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário, celebra-se em outubro o Rosh Hashaná que é o início do Ano Novo no calendário judaico.  
3) O tipo de trombeta usada era feita de chifre de carneiro – chamada de shoffar, tocado em memória do carneiro sacrificado em lugar de Isaque (Gn. 22.13). A tradição judaica ensina que Deus soprou um dos chifres do carneiro no Monte Sinai em Pentecostes e soprará o outro chifre do carneiro na vinda do Messias. Contudo, Hebreus 4.8 diz que este descanso nunca se concretizou nos dias de Moisés, nem de Josué. “Na verdade, resta ainda um descanso sabático para o povo de Deus. Porque aquele que entra no Seu descanso, ele próprio descansa de suas obras, como Deus das Suas. Procuremos, pois, entrar neste descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência de Israel" (Hb. 4. 9-11). Esta passagem do Novo Testamento declara que este descanso Sabático, este descanso da Festa das Trombetas, ainda está para acontecer. Em outras palavras, em dias do Novo Testamento, ele ainda não foi cumprido. A Era da Igreja já tem mais de 2.000 anos. Creio que estamos chegando ao tempo do soar das Trombetas. É maravilhoso como o Senhor é zeloso por Sua Palavra. Agora, o Eterno deseja uma pausa: mais uma vez, uma santa convocação da congregação para que todos ouçam o toque da trombeta.

2. ASPECTO SAZONAL PROFÉTICO
1) Deus nos chama a uma preparação especial no Dia da Expiação - Esta preparação da qual estamos falando, refere-se à nossa santidade e estilo de vida separado, na graça e na misericórdia do Senhor. Neste momento, Deus quer que tenhamos a certeza de que somos crentes e filhos maduros (huios, no grego), como descrito em Romanos 8 para adentrarmos no Santo dos santos da Sua presença (Hb. 10.19-25).
2) Deus nos leva a uma chamada final de atenção para algo brilhante e eterno - A Festa dos Tabernáculos (Sucot) que se aproxima. Ele reforça o conceito de que todos estejam alertos ao sinal do retorno do Dia do Senhor (Rm.13.11-14). Todos os filhos vitoriosos precisam, então, estar preparados para o toque final da trombeta. “Cristo é nosso Sumo-sacerdote Eterno que toca a trombeta de Deus, cujo som é transformador!” (Ap 11.15).
3) O toque de trombeta nos faz passar a tropa em revista - Será que todos os membros da Igreja estão, realmente, preparados e maduros para a subida com o Senhor Yeshua Ha Mashiach, que virá em breve? Será que todos estão produzindo o fruto do Espírito? Será que todo o mundo pode ver em nós a pessoa do Messias, a esperança da glória de Deus? "Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo ao som da trombeta de Deus, e os que morreram no Messias ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com Eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai­-vos uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4. 6-18).
"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Co 15.52).

3. APLICAÇÃO PRÁTICA ATUAL
1) Iminência do toque da última Trombeta - Em Apocalipse 10.7, a sétima e última Trombeta está prestes a ser tocada. A mensagem de Deus nesta Trombeta é que o mistério de Deus está para ser cumprido. O apóstolo Paulo ensina claramente que a Igreja é o mistério de Deus (Ef 3. 2-12). O mistério é que os gentios são co-herdeiros com os judeus, havendo sido unidos em Jesus Cristo. O mistério é que os judeus e os gentios cristãos estão sendo unidos e formados num só Corpo. O Corpo de Cristo tem estado em formação desde o início da Igreja no dia de Pentecoste. Ainda não foi completado, nem tampouco já foram unidos num só Corpo os verdadeiros judeus e os gentios cristãos. Quando um corpo nasce, a cabeça vem primeiro. É assim também como o Corpo de Cristo. Jesus, o Cabeça veio primeiro e o Corpo, no presente momento, está sendo completado (Jo.11.51-52).
2) Este completamento do Corpo de Cristo é o mistério - que será finalizado na Sétima Trombeta. Este é o filho de Apocalipse 12. É o Corpo com Cristo como sua Cabeça, que governará todas as nações. Daniel ilustra esta comunidade que governará chamando-a de "os santos do Altissimo" (Dn. 7.18). Contudo, é bem claro que Jesus é o Cabeça desta comunidade (Dn. 7.14). A grande visão da estátua de diferentes materiais que Daniel explica no capitulo 2 representa os reinos políticos do mundo. É um símbolo do poder mundial dos gentios. É um corpo alternativo que não tem Cristo com sua cabeça, mas procura governar o mundo, independentemente de Deus.
3) Daniel 2.44 declara que o Reino de Deus triunfará - quando a era do governo do homem sobre a terra terminar. A cabeça deste corpo político surgiu nos dias de Daniel, com Nabucodonosor. Os pés representam a conclusão deste corpo político nos últimos dias. Deus, porém, submeterá todas as coisas sob os pés de Cristo, ou seja, sob o Corpo de Cristo. Aleluia!
Nos dias da Sétima Trombeta, o Corpo de Cristo será totalmente manifesto. Neste tempo, todos os propósitos de Deus para o Israel natural e para o Israel espiritual serão cumpridos. Com este conceito em mente, podemos examinar a Palavra de Deus sob uma perspectiva totalmente nova. É como se o véu tivesse sido removido. Por exemplo, Efésios 2.11-22 explica claramente esta unidade entre o Israel natural e o Corpo de Cristo. Romanos 9-11 também enfatiza isto, explicando a relação que entre os filhos de Abraão pela carne e pela fé em Gálatas 3. 6-14, que não nega que os filhos de Israel sejam filhos de Abraão. Ao invés, enfatiza que os que crêem em Jesus Cristo tornam-se filhos de Abraão por sua fé nos propositos de Deus em Cristo. E evidente que o espírito de sabedoria e revelação precisa vir sobre nós para que possamos compreender esta verdade (Ef 1.17,18). Precisamos pedir e crer que este espírito de sabedoria e revelação operará em nossas mentes. Isto é essencial para que percebamos o que Deus está fazendo em nossos dias. Minha firme convicção é que estamos na época em que a Festa das Trombetas está sendo cumprida, em que o mistério de Deus está chegando à sua realização e à sua consumação (1 Ts 4.16-18).

terça-feira, 11 de setembro de 2018

MANIFESTO PELO VOTO ÉTICO

Ap. Jota Moura

“O político,  pensa na eleição seguinte; o estadista, na geração seguinte.” (James F. Clarke)

O sonho da Cidadania Real também chamada de substantiva, refere-se à maneira como a cidadania é vivida na prática, no dia-a-dia. Através dela podemos ver que nem todos os seres humanos são iguais socialmente, que a sociedade se estrutura desigualmente. Em tempo de eleições, julgamos indispensável trazer uma orientação formativa ao povo de Deus CBSI, na intenção de que assim fazendo, ajude o mesmo a amadurecer no exercício de sua cidadania política. Segue aqui o ensaio de um decálogo para o voto ético e consciente, considerando que a população shalomita votante, se constitui num segmento numérico crescente e significativo, na construção de uma sociedade justa e igualitária em seus deveres e direitos invioláveis.

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele, a pessoa que alcançou idade para votar (16 anos) expressa sua consciência política como cidadão. Por isso, o voto precisa  refletir a compreensão que o cidadão tem do País, Estado e Município onde vive e jamais deve ser vendido ou usado em barganhas. Voto branco e nulo NÃO FUNCIONAM como protesto. O voto consciente e responsável é uma forma de mudar a realidade da corrupção, passando a limpo a  democracia no Brasil.

II. O cidadão não deve violar a sua consciência política. Não deve fundamentar sua maneira de ver a realidade social, influenciado por ideologias anti-cristãs amplamente veiculadas pelos órgãos de comunicação formadores de opinião da sociedade, conduzindo o eleitor na contramão da liberdade de consciência. Tome cuidado com as manipulações dos Institutos de Pesquisas, evitando o useiro e veseiro “voto útil”: Votar em quem está ganhando nas pesquisas nem sempre representa o melhor para o País!

III. Os líderes CBSI têm o dever de orientar o povo sobre como votar com ética e discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política, num projeto de manipulação e indução político-partidário visando interesses  anti-cristãos pessoais ou mesmo grupais.

IV.  Os líderes CBSI devem ser lúcidos, imparciais e democráticos nas questões políticas e sociais. Portanto, melhor do que indicar em quem os discípulos-membros CBSI devem votar, devem apoiar o Colégio Apostólico na organização de debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários candidatos de correntes políticas possam ser ouvidos em suas propostas sociais e questionados sem preconceitos pelo nosso povo.

V. Considere-se sempre a diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a nossa comunidade. Isso deve levar os líderes a serem cautelosos e sábios ao conduzir processos político-partidários dentro da CBSI, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam o nosso povo em diversas facções, enfraquecendo a nossa força unida, proposta através do Colégio Apostólico para contribuir com a transformação social e redentiva da nossa querida Pátria.

VI. Nenhum discípulo-membro CBSI deve se sentir obrigado a votar em determinado candidato apenas por se confessar cristão/evangélico. Além disso, deve discernir se o candidato é pessoa lúcida, gabaritada e comprometida com as causas da justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato busque eleger-se para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma classe ideológica anti-cristã, que passe no teste da “ficha limpa” e não esteja envolvido na “lava-jato”.

VII. Sempre que um discípulo-membro CBSI estiver diante de um impasse do tipo: “O candidato tal é ótimo, ainda que seu partido não é o que gosto”. É de bom alvitre saber que, NÃO se vota apenas no candidato, mas também no programa do partido. Mesmo que o candidato tenha qualificações e convicções éticas que não se contraponham à fé cristã,  ao eleger esse candidato promove-se a ideologia do seu Partido. Conheça bem o programa partidário do candidato, para saber se não ferem os princípios éticos e morais contidos no Evangelho do Reino de Deus que pregamos.

VIII. Nenhum discípulo-membro CBSI deve se sentir culpado por ter opinião política diferente de seu grupo social ou líder religioso. O líder deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus e de acordo com sua correta interpretação.   No entanto, no âmbito político, a opinião dele deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão experiente, e não como uma profecia diretiva da parte de Deus, para votar neste ou naquele candidato de sua preferência.

IX.  Teremos no pleito de 2018 votação para todos os níveis, menos o nível Municipal. Devemos votar agora para eleger: Presidente e Vice da República, Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais. Baseados no caráter, história de vida e  projetos sociais dos candidatos, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é “homofóbico e fascista”;  “O fulano de tal é maçom”.  É bom saber que a Constituição do País não dá a quem quer que seja, o poder de decidir o destino da nação sozinho. Por isso, devemos votar em gente comprometida com os valores do Evangelho Reino de Deus, especialmente aqueles que vão legislar nas Assembleias Legislativas, tanto nacional como estaduais. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

X.  Para os cidadãos do Reino de Deus, os fins não justificam os meios. O Discípulo-membro CBSI deve votar conscientemente, além de orar  pela Cidade, Estado e nação onde está inserido. A atuação do político eleito deve ser  acompanhada, observando sua atuação seja como executivo e/ou parlamentar. Conquanto saibamos que nos bastidores da política, haja acordos, lobbys e composições de interesses excusos, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência de um cidadão do Reino, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão de causas sociais nobres.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

ACENDE O FOGO EM MIM!




                                                                                                  Ap. Jota Moura
“Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles. Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus. Mas Ele desapareceu. Então eles disseram um para o outro: — Porventura não ardia o nosso coração dentro do peito quando Ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas?” (Lucas 24: 30-32)
   A história do caminho de Emaús registrada em Lucas 24:13-35 é muito interessante. Dois discípulos de Jesus – que a Bíblia não cita os nomes – estavam comentando os acontecimentos da crucificação enquanto caminhavam rumo à aldeia de Emaús. Eles estavam em luto profundo, por tudo o que havia ocorrido nos dias anteriores – a crucificação de Cristo. A esperança deles estava completamente despedaçada.

     1. PRESENÇA

   No meio da viagem, um terceiro viajante se juntou a eles. Era o Cristo ressuscitado. Mas a imensa dor cobria de tal forma a visão que eles não puderam reconhecer o Mestre. E continuaram a caminhar juntos até ao final do dia, quando então os três se sentaram para comer. Naquele momento, os dois tiveram seus olhos abertos para reconhecer Jesus mediante o Seu modo singular de partir o pão. Cristo sente muita compaixão por nós, especialmente quando enfrentamos situações tristes e perplexas. A verdade é que, assim como Cristo esteve com aqueles viajantes séculos atrás, Ele está hoje conosco. Ele mesmo disse: ‘eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos’ (Mateus 28:20).
   2. SEGREDO
Precisamos aprender o segredo do coração ardente. De repente, Jesus nos aparece, as chamas se avivam e temos visões maravilhosas dentro de nós. Depois temos que aprender a manter o segredo sobre o coração ardente, que suportará qualquer coisa. É o dia-a-dia comum, insípido, vazio, monótono, com tarefas e pessoas comuns, que matam o coração ardente, a não ser que tenhamos aprendido o segredo de permanecer íntimos com Jesus. “Então a tua mensagem fica presa dentro de mim e queima como fogo no meu coração.” (Jeremias 20.9).

    3. EMOÇÕES
   Grande parte das aflições em nossa vida cristã provém, não do pecado, mas de nossa ignorância das leis de nossa própria natureza. A única maneira de se determinar se devemos ou não dar vazão a uma emoção, é verificar quais serão os resultados de tal ação. Analise-a até chegar a uma conclusão lógica e se o resultado for algo que Deus condena, elimine-a. Mas, se tratar de uma emoção despertada pelo Espírito de Deus e você não fizer com que ela se expresse de maneira apropriada, logo se extravasará para um plano inferior. É assim que surgem os sentimentalismos pouco reais. Se o Espírito de Deus mexer em si como uma criança dentro da mãe, tome todas as precauções para tornar espontânea e irreversível essa expressão, pois Ele habita dentro daquele que já confessou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.(Romanos 8.16-17).

   4. VISÃO
   Ainda não podemos permanecer habitando no monte da transfiguração, mas devemos obedecer à inspiração que ali recebemos; temos que colocá-la em prática. Quando Deus lhe der uma visão, aja de acordo com ela, custe o que custar. Temos de transacionar e lidar com Ele nesse nível apenas. Como afirma Oswald Chambers:

"Não podemos avivar essa chama quando queremos;
A chama arde num coração fixo e constante em Deus;
O espírito sopra como o vento e depois aquieta;
Nesse mistério nossa alma habita;
Nas tarefas recebidas em momentos de revelação,
Podem ser cumpridas ordens nas horas de escuridão".

5. ESPERANÇA
   No meio de tanta corrupção e violência, Jesus encontra maneiras de nos mostrar a Verdade, de nos dar esperança, de iluminar nossa mente e ainda criar um ‘calor’ em nosso coração. O que precisamos urgentemente é afinar a nossa sensibilidade espiritual. Se a perdemos, temos nossa visão prejudicada e a consequência disso é deixarmos de perceber Cristo fielmente ao nosso redor. Entretanto, quando somos sensíveis ao Seu toque singular, nossos olhos são abertos para enxergar a Sua real presença:
“De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13.5-6).
  Há uma luz de esperança no fim do túnel da dor, da corrupção e da violência. Jesus Cristo é a esperança! Chegue agora para alguém que não conhece essa palavra e diga para ele com plena convicção. O coração arderá pela presença manifesta DELE! Amém.

ANDE NO CAMINHO DO REINO

Ap. Jota Moura  “E este evangelho do reino será prega­do no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”...