terça-feira, 11 de setembro de 2018

MANIFESTO PELO VOTO ÉTICO

Ap. Jota Moura

“O político,  pensa na eleição seguinte; o estadista, na geração seguinte.” (James F. Clarke)

O sonho da Cidadania Real também chamada de substantiva, refere-se à maneira como a cidadania é vivida na prática, no dia-a-dia. Através dela podemos ver que nem todos os seres humanos são iguais socialmente, que a sociedade se estrutura desigualmente. Em tempo de eleições, julgamos indispensável trazer uma orientação formativa ao povo de Deus CBSI, na intenção de que assim fazendo, ajude o mesmo a amadurecer no exercício de sua cidadania política. Segue aqui o ensaio de um decálogo para o voto ético e consciente, considerando que a população shalomita votante, se constitui num segmento numérico crescente e significativo, na construção de uma sociedade justa e igualitária em seus deveres e direitos invioláveis.

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele, a pessoa que alcançou idade para votar (16 anos) expressa sua consciência política como cidadão. Por isso, o voto precisa  refletir a compreensão que o cidadão tem do País, Estado e Município onde vive e jamais deve ser vendido ou usado em barganhas. Voto branco e nulo NÃO FUNCIONAM como protesto. O voto consciente e responsável é uma forma de mudar a realidade da corrupção, passando a limpo a  democracia no Brasil.

II. O cidadão não deve violar a sua consciência política. Não deve fundamentar sua maneira de ver a realidade social, influenciado por ideologias anti-cristãs amplamente veiculadas pelos órgãos de comunicação formadores de opinião da sociedade, conduzindo o eleitor na contramão da liberdade de consciência. Tome cuidado com as manipulações dos Institutos de Pesquisas, evitando o useiro e veseiro “voto útil”: Votar em quem está ganhando nas pesquisas nem sempre representa o melhor para o País!

III. Os líderes CBSI têm o dever de orientar o povo sobre como votar com ética e discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política, num projeto de manipulação e indução político-partidário visando interesses  anti-cristãos pessoais ou mesmo grupais.

IV.  Os líderes CBSI devem ser lúcidos, imparciais e democráticos nas questões políticas e sociais. Portanto, melhor do que indicar em quem os discípulos-membros CBSI devem votar, devem apoiar o Colégio Apostólico na organização de debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários candidatos de correntes políticas possam ser ouvidos em suas propostas sociais e questionados sem preconceitos pelo nosso povo.

V. Considere-se sempre a diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a nossa comunidade. Isso deve levar os líderes a serem cautelosos e sábios ao conduzir processos político-partidários dentro da CBSI, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam o nosso povo em diversas facções, enfraquecendo a nossa força unida, proposta através do Colégio Apostólico para contribuir com a transformação social e redentiva da nossa querida Pátria.

VI. Nenhum discípulo-membro CBSI deve se sentir obrigado a votar em determinado candidato apenas por se confessar cristão/evangélico. Além disso, deve discernir se o candidato é pessoa lúcida, gabaritada e comprometida com as causas da justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato busque eleger-se para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma classe ideológica anti-cristã, que passe no teste da “ficha limpa” e não esteja envolvido na “lava-jato”.

VII. Sempre que um discípulo-membro CBSI estiver diante de um impasse do tipo: “O candidato tal é ótimo, ainda que seu partido não é o que gosto”. É de bom alvitre saber que, NÃO se vota apenas no candidato, mas também no programa do partido. Mesmo que o candidato tenha qualificações e convicções éticas que não se contraponham à fé cristã,  ao eleger esse candidato promove-se a ideologia do seu Partido. Conheça bem o programa partidário do candidato, para saber se não ferem os princípios éticos e morais contidos no Evangelho do Reino de Deus que pregamos.

VIII. Nenhum discípulo-membro CBSI deve se sentir culpado por ter opinião política diferente de seu grupo social ou líder religioso. O líder deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus e de acordo com sua correta interpretação.   No entanto, no âmbito político, a opinião dele deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão experiente, e não como uma profecia diretiva da parte de Deus, para votar neste ou naquele candidato de sua preferência.

IX.  Teremos no pleito de 2018 votação para todos os níveis, menos o nível Municipal. Devemos votar agora para eleger: Presidente e Vice da República, Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais. Baseados no caráter, história de vida e  projetos sociais dos candidatos, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é “homofóbico e fascista”;  “O fulano de tal é maçom”.  É bom saber que a Constituição do País não dá a quem quer que seja, o poder de decidir o destino da nação sozinho. Por isso, devemos votar em gente comprometida com os valores do Evangelho Reino de Deus, especialmente aqueles que vão legislar nas Assembleias Legislativas, tanto nacional como estaduais. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

X.  Para os cidadãos do Reino de Deus, os fins não justificam os meios. O Discípulo-membro CBSI deve votar conscientemente, além de orar  pela Cidade, Estado e nação onde está inserido. A atuação do político eleito deve ser  acompanhada, observando sua atuação seja como executivo e/ou parlamentar. Conquanto saibamos que nos bastidores da política, haja acordos, lobbys e composições de interesses excusos, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência de um cidadão do Reino, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão de causas sociais nobres.

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