quarta-feira, 24 de outubro de 2018

DIA DA REFORMA PROTESTANTE


Ap. Jota Moura

O justo viverá da fé.” (Romanos 1.17)

A Reforma Protestante foi uma das inúmeras reformas cristãs que aconteceram após a Idade Média, quando o povo começou a questionar o que era imposto pela Igreja Católica Romana – que tomava atitudes consideradas insatisfatórias e que fugiam dos seus princípios iniciais, fazendo-a entrar em grande contradição com a Bíblia Sagrada.
Essa reforma foi iniciada no começo do século XVI por Martinho Lutero, que publicou suas 95 teses em 31 de outubro de 1517. Ele protestou em frente à igreja do Castelo de Wittenberg, Alemanha, contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica como:
• A Igreja Católica, inicialmente, condenava o acúmulo de capitais, mas ela mesmo fazia isso, juntando altas somas de dinheiro (geralmente dos fiéis) e possuindo terras.
• Começaram a vender indulgências, pregando que qualquer cristão poderia (e deveria) comprar o perdão para os seus pecados. Lutero discordou publicamente dessa prática realizada pelo Papa Leão X.
• A Igreja Católica possuía muito poder político, o que naquela época não deveria acontecer, pois o mundo estava em fase de transição do sistema feudal para monarquias nacionais.
Rememoremos a seguir, as cinco principais teses defendidas ainda hoje pelas Igrejas oriundas da Reforma.

TESE 1- SOLA SCRIPTURA: SOMENTE A ESCRITURA 
1) Reafirmamos a Escritura Sagrada é fonte única de revelação divina escrita - única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
2) Só a Escritura Sagrada é a regra inerrante da vida da igreja - mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
3) A obra do Espírito Santo na experiência pessoal - não pode ser desvinculada da Escritura Sagrada. O Espírito não fala em formas que independem da Bíblia. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual é o teste da verdade.

TESE 2 - SOLUS CHRISTUS: SOMENTE CRISTO
1) Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente - pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
2) Negamos que o evangelho esteja sendo pregado - se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.
3) O resultado da não pregação do Evangelho é uma perda de valores absolutos - um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

TESE 3 - SOLA GRATIA: SOMENTE A GRAÇA
1) Reafirmamos que na salvação somos resgatados pela Graça de Deus - unicamente pelo favor imerecido do Senhor. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
2) Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana - Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.
3) A graça de Deus em Cristo não só é necessária - como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

TESE 4 - SOLA FIDE: SOMENTE A FÉ
1) Reafirmamos que a justificação é somente por intermédio da fé - por causa da obra de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
2) Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito - que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser Igreja medianeira entre Deus e os homens.
3) Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar - pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na fé e nos apropriamos de sua graça, como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. 

TESE 5 - SOLI DEO GLÓRIA: SOMENTE A DEUS GLÓRIA
1) Reafirmamos que a salvação é de Deus e realizada por Deus - ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre, razão pela qual fomos criados. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
2) Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus - se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a autoestima e a autorrealização se tornem opções alternativas ao evangelho.
3) Deus não existe para satisfazer as ambições humanas - os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no Reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. Assim, devemos glorificá-lO em toda nossa maneira de viver.
Neste 31 de outubro de 2018 comemora-se 501 anos da Reforma do Século XVI que prossegue como “fermento no meio da massa humana” no Planeta Terra. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

HALLOWEEN NÃO... HALLELUYA SIM!



Ap. Jota Moura
“Portanto assim diz o Senhor: Se tu voltares, então te trarei, e estarás diante de mim; e se apartares o precioso do vil, serás como a minha boca; tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles”. (Jeremias 15.19)

Muitos brasileiros permitem e até encorajam seus filhos a darem atenção à festa de Halloween, realizada no dia 31 de outubro de cada ano. Americanos sancionam o evento fazendo festas decoradas com bruxas, gatos, vassouras e abóboras. Alguns argumentam: apenas participamos para nos divertir e não para praticar bruxaria. Entretanto, aquilo que se relaciona com o mal e seu domínio não pode ser tratado como diversão. Vejamos qual é o dano ou lucro desta festa e como foi que se originou. 

1. ORIGEM
A festa de Halloween é baseada no festival druida dos mortos. O Panteão Romano foi construído pelo Imperador Adriano em 100 DC, para servir de templo à deusa Cibele e a outras divindades romanas. Tornou-se o lugar principal de oração e adoração aos mortos. Roma foi capturada pelos bárbaros e o Panteão caiu em ruínas. O Imperador Focas que capturou Roma deu o Panteão ao Papa Bonifácio IV no ano 609 DC. Este reconsagrou o lugar à Virgem Maria e continuou usando o templo para orar aos mortos. A única diferença é que agora o templo estava cristianizado, sendo adicionado o purgatório.
Samhain, o deus druida dos mortos, era honrado durante o Halloween na Grã-Bretanha, França, Alemanha e nos países celtas. Dizia a lenda que Samhain convocava todas as almas ímpias que haviam morrido no último ano para habitar em animais.
Na celebração de Samhain, usava-se nozes, maçãs, esqueletos, bruxas e gatos pretos. Adivinhação também era praticada junto com mágica para buscar respostas sobre o futuro. Gatos pretos eram considerados seres reencarnados com a habilidade de adivinhar o futuro. Durante este festival, seres sobrenaturais aterrorizavam a população. Até o dia de hoje aqueles que praticam bruxaria declaram que o 31 de outubro é o dia mais indicado para praticarem suas artes. 

2. SINCRETISMO
Os druidas criam que as almas dos mortos voltavam às suas antigas casas para serem entretidas pelos vivos. Fogueiras eram construídas sobre os morros para que elas pudessem encontrar seus caminhos. Comidas e alojamentos apropriados eram providenciados para estes espíritos, afim de que não lançassem maldições de bruxarias, causando destruição, roubando crianças, destruindo plantações, matando animais das fazendas e criando um terror ao perseguirem os vivos. Os espíritos para serem aplacados exigiam adoração e oferendas. Esta é a ação que o Trick-or-Treat (travessuras ou gostosuras) – brincar ou tratar da noite de Halloween simula hoje.
Em 834 DC, Gregório IV Papa da Igreja Católica tentou eliminar a celebração druida, criando o Dia de Todos os Santos em sua substituição. Enquanto o catolicismo espalhou-se pela Europa e pelas ilhas Britânicas, tentou tomar o lugar da seita pagã pré-existente da adoração de Apolo, Diana ou Imir, sendo um esforço vão.  Mesmo que as formas externas desta adoração tenham mudado, a crença em tais divindades continuou.  

3. RENASCIMENTO
Uma saída foi encontrada durante a Idade Média para a prática aberta da bruxaria. As seitas deístas conduziam reuniões periódicas chamadas Shabaths das Bruxas. Atualmente, o mesmo alia-se com o 31 de outubro, sendo considerado o dia da maior importância. Travessuras e malícias começaram a ser feitas, para representar a conduta maliciosa relacionada com bruxas e lendas. 
O ocultismo visa controlar a vontade da outra pessoa através do medo. Mesmo brincando, quando alguém ameaça castigar o outro porque não recebeu um presente ou oferta – especialmente balas ou chocolates, está imitando uma prática oculta de controlar a vontade de outra pessoa com a ameaça que provoca o medo. Prosperidade era prometida a todos os doadores generosos e truques a todos os que se recusavam durante o evento irlandês do trick-or-treat assim como no Hallowen. 
Os símbolos tradicionais de Halloween apareceram nos Estados Unidos durante os anos 1800. Nas áreas rurais, atos irritantes e destrutivos eram feitos, como remover portões e colocá-los em cima dos celeiros. O mesmo era feito com casinhas e vagões. O cidadão desinformado não tem nem ideia de que existem espíritos demoníacos que são contactados e provocados quando invocados, mesmo em brincadeiras aparentemente inocentes.  

4. ALTERNATIVA CRISTÃ
Orar ou invocar aos mortos é contra as Escrituras Sagradas. Se alguém conheceu a Cristo antes de partir para a eternidade, seu espírito já está com o Senhor. Se alguém morreu sem Cristo, as Escrituras ensinam que não há uma segunda chance, pois já está determinado após a morte o seu julgamento – leia Hebreus 9.27. Enquanto vive no corpo, a pessoa deve escolher receber pela fé a Jesus e confessá-lo como seu Senhor e Salvador. Esta decisão ou a ausência dela, determina o destino de sua alma após a morte. Nenhuma oração pode reverter a decisão feita na terra pela pessoa enquanto estava viva.
Portanto, orar ou invocar aos mortos é uma desobediência à Palavra de Deus e uma prática pagã que se tornou comum em certos segmentos da cristandade. A Bíblia nos instrui a não ter contato com as obras da escuridão. “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espirito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor e por estas abominações, o Senhor teu Deus os lança fora de diante deles” Deuteronômio 18.10-12.
Já fazem alguns anos, que algumas igrejas na América do Norte saíram da retranca de apenas condenar a Festa de Halloween. Propuseram e estão desenvolvendo anualmente a Festa do Halleluyah, como alternativa cristã ao Halloween. O dia é o mesmo, porém com motivação, coreografia e artes cênicas de inspiração cristã. Acontecem brincadeiras inocentes com enfeites e máscaras de animais amigos, anjos e personagens infantis inocentes, que não provoquem medo. Mas que estimulem a fraternidade, a amizade, o amor, o respeito, a inclusão e todas as virtudes que devem ornar o caráter. Um dia super-alegre com atividades edificantes. A Igreja Shalom CBSI adotou a prática desde 2009, com bençãos extraordinárias no Halleluya, a Festa da Garotada. Vamos nessa? 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

FILHOS HERANÇA DO SENHOR!



Ap. Jota Moura
“Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre seu galardão” (Salmo 127.3)

Vivemos numa sociedade em que a terceirização se tornou norma. As empresas, indústrias, hospitais e escolas focam no seu principal negócio. Terceirizam as demais atividades de apoio como transporte, limpeza, logística, alimentação de funcionários, etc. Até aí tudo bem. E quando as famílias começam a entrar nesta onda? Aonde isso nos levará? É só observar um pouco e veremos como isso tem sido feito.

1. PAINEL DE TERCEIRIZAÇÃO DOS FILHOS
• Ao nascer a criança, o banho, a troca de fraldas, as mamadeiras, contrata-se uma enfermeira para cuidar de tudo.
• Para tomar sol ou passear no parquinho, contrata-se uma babá que vai cuidar por nós.
• Ao passear no shopping, usa-se o espaço infantil que diverte as nossas crianças.
• Quando saímos de férias, seja na praia ou em hotel fazenda, quando podemos, escolhemos os hotéis com monitores que brincam, nadam, jogam, alimentam os nossos filhos.
• Para o lazer em casa, o smartphone, o tablet e a TV oferecem programas e entretenimentos ótimos, com games inesgotáveis onde as crianças não se cansam nunca.
• Para comemorar o aniversário do querido filho, os buffets infantis dão conta de tudo: decoração, monitores, programação, alimentação e brincadeira à vontade.
• Para ir para a escola, viva o transporte escolar – que invenção!
• Para educar os filhos, as escolas hoje querem assumir até os papéis dos pais! “Meu filho fica lá tempo integral!”
• Estudar em casa? Contrata-se professores particulares, monitores, aulas de reforço que resolvam essa questão.
• Problemas emocionais quando surgem, psicólogo nele! Procura-se o melhor terapeuta que vai dar um jeito!
• Ensino Espiritual compete exclusivamente à igreja, que deve dar um jeito... é só achar uma Igreja que atraia o filho de modo que os pais possam assistir o culto tranquilamente.
Não é impressionante? Cada item acima tem o seu valor, tem a sua importância, visto que sem eles a vida seria muito mais difícil. Mas quando vemos todo o conjunto, fica nítido que há algo errado acontecendo nas famílias.

2. CRIANÇA NO PROJETO DIVINO
Se estamos terceirizando o cuidado das nossas crianças, é por que elas não são a nossa prioridade. Estamos ocupados demais com a nossa própria vida, nosso sucesso profissional, uma possível promoção, a sonhada prosperidade material, a busca da felicidade pessoal... Com isso não temos nem tempo e nem disposição para nossos filhos. Vivemos uma vida centrada em nós mesmos, a ponto de se tornar comum um casal se perguntar: “Para que ter filhos? Estamos tão bem só nós dois.” Imagine se nossos pais tivessem pensado assim? Nem estaríamos aqui discutindo este assunto...
Lendo Tiago 4:4, aprendemos que se vivermos de acordo com o jeito deste mundo, não estaremos em acordo com Deus. A Bíblia nos desafia a não tomar a forma do presente século, mas que renovemos a nossa mente e nos ofereçamos como um sacrifício vivo a Deus (Romanos 12:1,2). Isso implica abrir mão de aspirações pessoais e buscar o plano de Deus para a nossa vida. Agindo assim, experimentaremos a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável. Sabe qual é essa boa vontade para a família? Uma família vivendo em harmonia, curtindo uns aos outros ao redor da mesa, como descrito nos Salmos (Salmo 128:1-4).

3. FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS
Lembre-se da reação indignada de Jesus, quando os discípulos impediram as crianças de se chegarem até ele (Marcos 10:13-16). Ele não ficou só chateado – a palavra usada foi indignado! Deus ama as crianças e criou uma estrutura de proteção para elas: a família. Aquele que teme ao Senhor possui uma fortaleza segura, refúgio para seus filhos (Provérbios 14:26).
Deus quer que os pais reflitam a glória dele na família e que isso seja passado de geração em geração (Deuteronômio 4:5-9). Mas como fazemos isso? Ensinando as crianças no caminho em que devem andar (Provérbios 22:6), incutindo nelas as verdades de Deus quando estivermos assentados em casa, andando pelo caminho, ao deitar, ao levantar pela manhã (Deuteronômio 6:4-9). Enfim, em todo tempo que tivermos com elas. Mas se terceirizamos o cuidado dos nossos filhos... quando conseguiremos transmitir a eles essas verdades?
Uma profecia de Malaquias disse que haveria um tempo, em que os corações dos pais se voltariam para os filhos e os corações dos filhos para seus pais (Malaquias 4:6). Creio que esse tempo profético já chegou para as famílias de Deus.
Será que o seu coração precisa se voltar para seu filho? Para que trabalhar tanto? Para aumentar, ou mesmo manter, o padrão de vida? Será que justifica? Por que gastar a nossa vida em coisas que são inúteis, vazias, pura vaidade, ou como dizia o pregador, correr atrás do vento (Eclesiastes 1:1-11 e 2:1-11). Por que fazemos isso em detrimento de um tempo de qualidade com nossos filhos, com nossa família? Eles são a herança do Senhor para nós, uma recompensa que ele nos dá (Salmo 127:3).

4. EU TENHO UM SONHO
• Edificar uma Igreja que ame e cuide das crianças como Jesus.
• Formar famílias que vivam plenamente o projeto de Deus.
• Discipular pais que assumam a responsabilidade de sacerdotes no lar que eduquem seus filhos nos valores do Evangelho.
• Pais que realizam devocionais diários com sua família.
• Pais que aprendam a liderar células de crianças.
• Pais que ensinam pelo exemplo e sirvam as crianças junto ao ministério King´s Kids.
• Evangelizar crianças de famílias que serão atraídas para os braços do Pai, tendo um encontro real com Deus no Jabokinho.
• Capacitar crianças, cujos pais não sejam convertidos, para o desafio de ganhar para o amor do Pai Celestial, atraindo seus pais para também conhecerem a Deus.
• Uma Igreja formada por famílias funcionais e saudáveis, resultará numa Igreja forte e influente na transformação da sociedade onde está inserida, pela causa do Reino de Deus.
E assim as nossas crianças serão como flechas em nossas mãos, lançadas em direção ao centro da vontade de Deus (Salmo 127:4). E a Shalom CBSI será como um farol para as famílias, mostrando que há Deus presente na Igreja e na família para abençoar a Nação. FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

O RETORNO DO REI JESUS



Ap. Jota Moura

Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho o verá”. (Ap. 1.7)
A ordem de Deus para celebrarmos a festa dos Tabernáculos encontra-se em Levítico 23:34-43. Vejamos o significado profético desta maravilhosa Festa do Senhor.

1. DEUS HABITANDO CONOSCO
 O Tabernáculo em si, para aqueles não familiarizados ainda, é onde o Senhor habitava no meio de seu povo, dele recebia adoração e sacrifícios, e com ele falava, no período da Antiga Aliança. Este é o significado de Tabernáculos: Deus habitando com Seu povo. É interessante ver a descrição e o uso das diversas áreas e utensílios do Tabernáculo, assim como a disposição dos rituais, nos capítulos 25, 26 e 27 do livro de Êxodo.
 O apóstolo João em seu evangelho 1:14 declara: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós ...", descrevendo a primeira vinda de Jesus usando a palavra "habitou", que expressa a imagem do Tabernáculo, com Deus habitando no meio de Seu povo.
Há muitos cristãos que pela falta de uma clara informação bíblica a este respeito, se recusam a definir a data do nascimento de Jesus. A Igreja Ocidental, desde o quarto século da era cristã, adota 25 de dezembro como sendo a data deste divino evento. A maioria dos historiadores, entretanto, acredita que isto tratou-se de uma concessão papal feita aos pagãos do Império Romano. Freqüentemente, aliás, a igreja primitiva adotou, como cristãs, festividades pagãs, como uma "estratégia" para obter novas conversões. Afinal é mais fácil aproveitar costumes existentes do que modificá-los, especialmente se enraizados. O Natal de 25 de dezembro é bem um destes exemplos. Tratava-se de uma festividade pagã, antiqüíssima, para comemorar a volta do sol, após o solstício de inverno. Nada tem a ver com o nascimento de Jesus Cristo.

2. NASCIMENTO DO MESSIAS
Cremos que Jesus nasceu em plena Festa de Tabernáculos, no primeiro dia desta Festa. As razões divinas para isto tornam-se muito claras, quando examinamos o quadro geral das Festas do Senhor. O Plano Redentor de Deus, para facilitar um entendimento mais amplo e promover maior aceitação de Jesus como o Messias, revelou-se nas datas que o Senhor santificou e ordenou a Seu povo celebrar. Guarda notáveis paralelos com os significados de cada um desses eventos: Jesus morreu na cruz, como nosso Cordeiro Pascal, no exato dia da Páscoa; Jesus ascendeu ao Pai no dia das Primícias dos Frutos; o Espírito Santo nos é enviado para nosso revestimento, em Pentecostes. E o nascimento de Jesus, um evento fundamental, se daria fora de uma destas Festas bíblicas? Certamente que não. Há várias evidências de que a Festa de Tabernáculos marca o nascimento de Jesus.
Sabemos por Lucas, que Maria e José deslocaram-se para Belém para atender ao censo de Herodes, que, embora ordenado pelos romanos, mantinha o costume local de fazê-lo na cidade do patriarca de cada família. José era de Belém. Por que este evento, ao qual se seguia a cobrança de impostos, se daria no meio do inverno e não após a colheita? A safra que antecede o inverno, a última do ano, é colhida no outono local e é seguida imediatamente pela Festa de Tabernáculos.
Como os pastores poderiam estar cuidando de seus animais no campo - referência que consta da descrição do nascimento de Jesus, nos evangelhos - em fim de dezembro, pleno inverno? Estes ficavam confinados em seus apriscos, segundo o costume local, de novembro a fevereiro. Desde que o ministério terrestre de Jesus durou três anos e meio, e Ele morreu na Páscoa, que é em março/abril, o início de Sua obra, aos 30 anos, aponta Seu nascimento para setembro/outubro, onde temos a Festa de Tabernáculos, e não para 25 de dezembro.

3. FESTA DA CHUVA SERÔDIA
Tabernáculos era uma das três ocasiões, em que se dava a peregrinação em massa, de todo o país para Jerusalém (as outras duas eram Páscoa e Pentecostes). Nesta ocasião, não só Jerusalém, mas todas as áreas circunvizinhas, recebiam forte afluxo de peregrinos. E Belém dista apenas oito quilômetros de Jerusalém. Isto pode explicar porque Lucas nos relata, em seu evangelho, 2:7, que os pais terrenos de Jesus não encontraram acomodações em Belém, utilizando-se então de uma manjedoura, para abrigo, na situação de Seu nascimento iminente.
Realmente houve um dia santo, marcando o nascimento de Jesus. Jesus foi Deus habitando no meio de Seu povo (Emanuel), com Seu nascimento perfeitamente tipificado pela celebração de Tabernáculos.
Em tabernáculos eram costumeiras as orações rogando a Deus pelas chuvas de inverno, essenciais para restaurar a terra para a próxima safra. E no cerimonial histórico dos judeus, por ocasião do segundo Templo, o ponto alto, no último dia da Festa de Tabernáculos, acontecia quando o sacerdote, simbolicamente, derramava água no altar do Templo, obtendo fervorosa reação da plateia. Falta acrescentar que as águas buscadas não eram apenas as da chuva, desde que um texto bem utilizado era o de Isaías 12:3 "Vós com alegria tirareis água das fontes da salvação". Então, mais que a chuva, esta cerimônia ilustrava profeticamente os dias de redenção messiânica, quando a água do Espírito Santo seria derramada, pelo esperado Messias, sobre todo Israel (ver Jo 7.37-39).

4. PROFETIZANDO O FUTURO
O descanso sazonal e eterno da Festa dos Tabernáculos é descrito em detalhes por toda a Bíblia, mas particularmente pelos profetas nos escritos hebraicos. É a utopia pela qual o homem tanto lutou – porém nunca alcançou – porque tentou estabelecê-la sem Deus.
O profeta Isaías ansiava por esse momento quando escreveu: “Os resgatados do Senhor voltarão. Entrarão em Sião com cântico; alegria eterna coroará sua cabeça. Júbilo e alegria se apossarão deles, tristeza e suspiro deles fugirão” (Is. 51.11).
O profeta Zacarias disse que quando o Messias vier, todas as nações irão até Jerusalém para adorar ao Senhor e celebrar essa festa: “Então, os sobreviventes de todas as nações que atacaram Jerusalém, subirão ano após ano para adorar o rei, o Senhor dos Exércitos, para celebrar a festa das cabanas (Tabernáculos)” (Zc. 14.16).
Por mais maravilhoso que seja esse momento para a terra e seus habitantes, ele ainda não é o descanso final que Deus tem para nós. No Livro de Levítico havia um Shabat especial no oitavo dia (o vigésimo segundo). Esse era um dia de grande alegria e corresponde ao novo céu e à nova terra. “Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o nosso Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. Aquele que estava assentado no trono disse: ‘Estou fazendo novas todas as coisas!’ E acrescentou: ‘Escreva estas palavras verdadeiras e dignas de confiança’. Disse-me ainda: ‘Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida”’ (Ap. 21.1-6).
João explica que Deus transferirá Seu lar do céu para a terra. Deus habitará em nosso meio e baixará a cortina sobre o ato final da história humana. Então a eternidade começará com Deus vivendo no meio de Seu povo. Esse é o descanso final pelo qual todos os cristãos estão esperando (ver Ap. 22.1-5).
Na expectativa desse momento glorioso de júbilo na terra, os cristãos têm celebrado a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém desde 1980. É um tempo de grande alegria. A cada ano, aproximadamente mais de 5000 cristãos de 100 nações, sobem até Jerusalém para “guardar a Festa”. Não é uma “Festa Judaica”; é uma “Festa de Jesus”. É uma Festa do Senhor com todo Seu povo. Realiza-se um desfile com judeus e cristãos numa experiência surpreendente; as pessoas não conseguem conter as lágrimas de alegria à medida que achegam-se um ao outro com amor e amizade. Nós shalomitas do Brasil, celebramos as Festas do Senhor há 33 anos. Tem sido uma revelação crescente cada ano celebrado. A Festa dos Tabernáculos deste ano, destaca o retorno do Rei. Jesus em Sua primeira aparição veio como Cordeiro Redentor da humanidade, porém em Seu retorno virá como Leão da Tribo de Judá, ao toque da última trombeta, para reinar eternamente (Ap. 11.15). Maranata! Vem Senhor Jesus.



ANDE NO CAMINHO DO REINO

Ap. Jota Moura  “E este evangelho do reino será prega­do no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”...