quarta-feira, 24 de outubro de 2018

DIA DA REFORMA PROTESTANTE


Ap. Jota Moura

O justo viverá da fé.” (Romanos 1.17)

A Reforma Protestante foi uma das inúmeras reformas cristãs que aconteceram após a Idade Média, quando o povo começou a questionar o que era imposto pela Igreja Católica Romana – que tomava atitudes consideradas insatisfatórias e que fugiam dos seus princípios iniciais, fazendo-a entrar em grande contradição com a Bíblia Sagrada.
Essa reforma foi iniciada no começo do século XVI por Martinho Lutero, que publicou suas 95 teses em 31 de outubro de 1517. Ele protestou em frente à igreja do Castelo de Wittenberg, Alemanha, contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica como:
• A Igreja Católica, inicialmente, condenava o acúmulo de capitais, mas ela mesmo fazia isso, juntando altas somas de dinheiro (geralmente dos fiéis) e possuindo terras.
• Começaram a vender indulgências, pregando que qualquer cristão poderia (e deveria) comprar o perdão para os seus pecados. Lutero discordou publicamente dessa prática realizada pelo Papa Leão X.
• A Igreja Católica possuía muito poder político, o que naquela época não deveria acontecer, pois o mundo estava em fase de transição do sistema feudal para monarquias nacionais.
Rememoremos a seguir, as cinco principais teses defendidas ainda hoje pelas Igrejas oriundas da Reforma.

TESE 1- SOLA SCRIPTURA: SOMENTE A ESCRITURA 
1) Reafirmamos a Escritura Sagrada é fonte única de revelação divina escrita - única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
2) Só a Escritura Sagrada é a regra inerrante da vida da igreja - mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
3) A obra do Espírito Santo na experiência pessoal - não pode ser desvinculada da Escritura Sagrada. O Espírito não fala em formas que independem da Bíblia. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual é o teste da verdade.

TESE 2 - SOLUS CHRISTUS: SOMENTE CRISTO
1) Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente - pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
2) Negamos que o evangelho esteja sendo pregado - se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.
3) O resultado da não pregação do Evangelho é uma perda de valores absolutos - um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

TESE 3 - SOLA GRATIA: SOMENTE A GRAÇA
1) Reafirmamos que na salvação somos resgatados pela Graça de Deus - unicamente pelo favor imerecido do Senhor. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
2) Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana - Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.
3) A graça de Deus em Cristo não só é necessária - como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

TESE 4 - SOLA FIDE: SOMENTE A FÉ
1) Reafirmamos que a justificação é somente por intermédio da fé - por causa da obra de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
2) Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito - que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser Igreja medianeira entre Deus e os homens.
3) Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar - pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na fé e nos apropriamos de sua graça, como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. 

TESE 5 - SOLI DEO GLÓRIA: SOMENTE A DEUS GLÓRIA
1) Reafirmamos que a salvação é de Deus e realizada por Deus - ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre, razão pela qual fomos criados. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
2) Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus - se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a autoestima e a autorrealização se tornem opções alternativas ao evangelho.
3) Deus não existe para satisfazer as ambições humanas - os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no Reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. Assim, devemos glorificá-lO em toda nossa maneira de viver.
Neste 31 de outubro de 2018 comemora-se 501 anos da Reforma do Século XVI que prossegue como “fermento no meio da massa humana” no Planeta Terra. 

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