quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O DIA DA EXPIAÇÃO


Ap. Jota Moura

       A palavra expiação encontra-se poucas vezes na Bíblia, mas o con­ceito da expiação constitui o assunto principal do Antigo e do Novo Tes­tamento. Palavras mais conhecidas como: reconciliação, propiciação, redenção, sangue redentor de peca­dos e perdão, estão diretamente rel­acionadas com esse tema. Trata-se de um dia especial no calendário do povo de Deus, para fazer um au­to-exame para arrependimento, re­cebimento do perdão e liberação do mesmo. (1João 1.7-9)

1. DIA DA EXPIAÇÃO EM ISRAEL
1) Todo israelita sabia que - “aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação” (Levítico 23:27). Havia sacrifícios diários pelo pecado, mas esse era um dia especial, de santa convocação.
2) Levítico 16 mostra o ritual do dia mais sagrado do ano - o Sumo Sacerdote se purificaria com água, vestiria suas vestes santas de lin­ho, mataria um novilho para fazer expiação por si e pela sua família; tomaria uma vasilha de brasas do altar e entraria no Santo dos San­tos para que a nuvem de incenso cobrisse o propiciatório. Este era o lugar da expiação, propiciação e reconciliação. Depois sairia, tom­aria o sangue do novilho, entraria pela segunda vez no Lugar Santo com o sangue e o aspergiria sete vezes sobre o propiciatório e di­ante dele. Mataria um bode para a oferta pelo pecado, ultrapassaria o véu pela terceira vez e faria com o sangue deste, como tinha feito com o sangue do novilho. Faria expiação pelo Lugar Santo e pelo altar do ho­locausto; imporia as mãos sobre a cabeça do outro bode vivo, confes­saria os pecados do povo e enviaria este para o deserto. Depois tiraria as vestes de linho, iria lavar-se, poria outra roupa e ofereceria um holo­causto por si e pelo povo.
3) Esse dia santo era impres­sionante - e de grande importância porque os pecados de Israel eram expiados por meio de sangue. Já que “é impossível que o sangue de touros e de bodes remova peca­dos” (Hebreus 10:4), esse ritual de­via repetir-se a cada ano (Levítico 16:34) até aquele dia grandioso em que Cristo seria “oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos” (Hebreus 9:28).

2. NECESSIDADE DA EXPIAÇÃO
1) Deus fez o homem à sua ima­gem e semelhança - como Criador, tem o maior direito de estipular o procedimento correto para a sua criação, e isso ele fez na forma de leis destinadas para o nosso bem (Deuteronômio 10:13). O pior que podemos fazer é violar a lei de Deus. A isso chamamos pecado ou transgressão da lei (1 João 3:4).
2) Os pais da humanidade trans­grediram a Palavra de Deus - e a culpa deles evidenciou-se pela ten­tativa de se esconderem de Deus. A justiça exigia uma pena pelo pecado. A pena era a morte, a separação de Deus, manifestada pelo afastamen­to deles do jardim do Éden (Gênesis 3:8, 24). O pecado é a transgressão da lei, e a justiça decreta que deve ser punido.
3) O pecado contaminou toda raça humana - desde aquele pri­meiro momento até a última ger­ação. Paulo resumiu a história e consequências do pecado em Ro­manos 5:12: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mun­do, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Se morremos em nossos pecados, não podemos ir para onde Cristo está (João 8:21, 24). Vemos, então, que a necessidade suprema de todo homem é ter os pecados expiados, para que receba o perdão dos peca­dos!

3 . E X ­P I A Ç Ã O P E L O S A N G U E DE CRISTO
1) Cristo é o nosso Sumo Sacer­dote eterno - “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores ...que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu” (Hebreus 7:26-27). Cris­to, por meio de seu sangue, entrou no lugar santo do céu, tendo obtido para nós a redenção eterna e agora apresenta-se a nosso favor diante da face de Deus (Hebreus 9:12, 24).
2) Jesus levou o castigo em nosso lugar - que merecíamos a punição (Isaías 53:8) “carregando ele mes­mo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pedro 2:24). Porque Deus nos amou, enviou Je­sus para ser a propiciação (ou meio) pela qual os nossos pecados podem ser perdoados. O sangue de Cristo foi vertido para a remissão desses pecados, passa a ter efeito quando nos arrependemos e nos converte­mos sendo batizados para a remissão dos pecados (Atos 2:38).
3) O resultado da expiação é nos­sa redenção - pelo seu sangue, a re­missão dos pecados” (Efésios 1:7). Na verdade, ele “nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (Apocalipse 1:5). Onde há remissão de pecados, “já não há oferta pelo pecado” (Hebreus 10:18), porque Cristo é a propi­ciação pelos nossos pecados, o meio pelo qual Deus se reconcilia com o homem pecador (1 João 2:2). 
        Regozije­mo-nos “em Deus por nosso Sen­hor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora a reconcil­iação” (Romanos 5:11). Amém!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ANDE NO CAMINHO DO REINO

Ap. Jota Moura  “E este evangelho do reino será prega­do no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”...