quarta-feira, 26 de dezembro de 2018


Ap. Jota Moura

"E em Jerusalém celebrava-se a festa da dedicação, e era inverno”. (Jo 10.22).

     Esta festa começa no dia 25 de Kislev, dura 8 dias e comemora os eventos ocorridos na terra santa, na época do 2º Templo, durante a era do domínio grego. Foi naquela época que surgiram pela 1ª vez perseguições contra a religião judaica. Naquele tempo surgiram também as manifestações comoventes e espantosas do heroísmo judeu e total dedicação à preservação da herança do judaísmo. Aqueles acontecimentos marcaram profundamente a história judaica. O nome Chanukah é composto de duas palavras: Chanu = descansaram e ka = com valor numérico 25. Os judeus descansaram no dia 25 de Kislev, após a vitória contra os seus opressores gregos. Esta festa também é conhecida como Festa das Luzes (por causa do milagre do azeite) ou Festa da Dedicação (por causa da reconsagração do templo).

1.  LIBERTANDO-SE DOS OPRESSORES
Conta a história, que houve um tempo em Israel, que se alguém se recusasse a adorar os deuses gregos ou insistisse em praticar os ritos judaicos era morto. Sob a liderança dos Macabeus (clã que comandou a revolta), o templo e a cidade de Jerusalém acabariam por ser libertados do domínio grego. Macabeus (do hebraico מכבים ou מקבים, Makabim "martelos") é o nome de uma família judaica que liderou a revolta contra o domínio selêucida e fundou uma dinastia de reis da Judéia entre 140 a.C. e 37 a.C. . Seu membro mais conhecido foi Judas Macabeu, assim apelidado devido à sua força e determinação. Os Macabeus durante anos lideraram o movimento que levou à independência da Judéia,e que reconsagrou o Templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos gregos. Após a independência,os Macabeus deram origem à linhagem real, que governou Israel até sua subjugação pelo domínio romano em 63 a.C..


2. INÍCIO DA REVOLTA
Com a proibição, em 167 a.C. da prática do Judaísmo pelo decreto de Antíoco IV e com a introdução do culto a Zeus Olímpico no Templo de Jerusalém, muitos judeus decidem resistir a esta assimilação e acabam sendo perseguidos e mortos. Conforme diz em 1 Macabeus 1:56-64 : "Quanto aos livros da Torá, os que lhes caíam nas mãos eram rasgados e lançados ao fogo. Onde quer que se encontrasse, em casa de alguém, um livro da Aliança ou se alguém se conformasse à Torá, o decreto real o condenava à morte. Na sua prepotência, assim procediam contra Israel, com todos aqueles que fossem descobertos, mês por mês, nas cidades. No dia vinte e cinco de cada mês ofereciam-se sacrifícios no altar levantado por sobre o altar dos holocaustos. Quanto às mulheres que haviam feito circuncidar seus filhos, eles, cumprindo o decreto, as executavam com os mesmos filhinhos pendurados a seus pescoços, e ainda com seus familiares e com aqueles que haviam operado a circuncisão. Apesar de tudo, muitos em Israel ficaram firmes e se mostraram irredutíveis em não comer  nada de impuro. Eles aceitaram antes morrer, que contaminar-se com os alimentos e profanar a Aliança sagrada, como de fato morreram. Foi sobremaneira grande a ira que se abateu sobre Israel". Entre os judeus que permaneceram fiéis à Torá, está o sacerdote Matatias,chamado de Hasmoneu, devido ao nome do patriarca de sua linhagem. Recusando-se a servir no templo profanado , Matatias se exila com sua família em sua propriedade em Modin. Matatias tem cinco filhos : João, Simão, Judas, Eleazar e Jônatas. Convocado para os sacríficios sacrílegos, Matatias acaba matando o emissário real e um sacerdote que se propõe a oficiar os sacríficios.Convoca então os judeus fiéis à Torá e foge com seus filhos para as montanhas, iniciando o movimento de resistência contra o domínio estrangeiro, destruindo altares, circuncidando meninos à força e recuperando a Torá das mãos dos gentios.


3. JUDAS MACABEU O HERÓI
Matatias morre em 166 a.C. e seu filho Judas assume a liderança da resistência. Judas desenvolve técnicas de guerrilha, que vence as contínuas tropas selêucidas enviadas. Apesar de alguns explicarem tal fato como "intervenção divina", Antíoco também tinha de se preocupar com outras revoltas em seu império. Em 164 a.C., Judas e seus homens conseguem tomar Jerusalém e rededicar o Templo, no que ficaria conhecida como a Festa de Chanukah"No dia vinte e cinco do nono mês - chamado kisleu - do ano cento e quarenta e oito, eles se levantaram de manhã cedo e ofereceram um sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobre o novo altar dos holocaustos que haviam construído. Exatamente no mês e no dia em que os gentios o tinham profanado, foi o altar novamente consagrado com cânticos e ao som de cítaras, harpas e címbalos (...) E Judas, com seus irmãos e toda a assembléia de Israel, estabeleceu que os dias da dedicação do altar seriam celebrados a seu tempo, cada ano, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de kisleu, com júbilo e alegria".
(1 Macabeus 4:52-54,59).


4. O MILAGRE DO AZEITE
Depois de os expulsarem, os judeus recuperaram o templo de Jerusalém e quando se preparavam para lá acender uma "Menorah", verificaram que só tinham azeite para mantê-la acesa durante um dia. Contudo, segundo o relato do milagre, o azeite durou oito dias, dando aos judeus tempo suficiente para produzir novo azeite puro para iluminação do Templo (do qual resta apenas o que se conhece hoje como Muro das Lamentações). É para celebrar este milagre, que simboliza a vitória dos judeus sobre os seus inimigos, que se comemora a Festa de Chanukah. Na conquista do Templo, após a limpeza e purificação, viram nisso um sinal do céu para uma nova era de vida feliz. Como expressão de alegria e gratidão, a cidade foi iluminada com muitas luzes e os macabeus celebraram com grande alegria o livramento e o milagre que receberam de Deus, com preces e agradecimentos pela grande vitória. É forma de recordar o milagre da multiplicação do azeite no pequeno jarro, ocorrido durante o conflito entre judeus e gregos. A Festa de Chanukah, que em Israel se inicia normalmente no dia 25 do mês "Kisleu" do calendário hebraico (correspondente a Dezembro), comemora a restauração da soberania do povo judeu, sob o domínio dos gregos, que queriam converter a nação à cultura helênica pagã. Deixe a luz de Deus raiar sobre você! Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do SENHOR”. (Is 2.5). Disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

5. APLICAÇÃO CRISTÃ DA FESTA
“Farás também um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pedestral, a sua hástea, os seus cálices, as suas macenetas e as suas fleres formarão com ele uma só peça.” (Êx 25.31)
CHANUKAH lembra o movimento dos Macabeus que lutaram nos anos 70 a.C., para que o povo judeu, então dominado pelo exército helênico de Antíoco Epifânio, pudesse preservar sua identidade e tradições de fé e vida. O milagre de uma vitória impossível de Yehuda Macabi e seus irmãos contra a dominação greco-romana, somado à multiplicação do azeite no candelabro que proveu luz multiplicada de um dia para oito dias e noites, resultando na reconstrução do Templo em Jerusalém, é prova suficiente de que nada resiste a uma fé convicta em Deus. É também a afirmação de que uma minoria unida é capaz de vencer a maioria triunfalista e desunida!
A palavra Chanukah significa dedicação, sendo a mesma raiz da palavra Chinuch, educação. Dedicação é uma palavra chave em todos os projetos de nossa vida. Especialmente, expressa consagração nas nossas relações com Deus. “Celebrava-se a festa da Dedicação, em Jerusalém.”(João 10.22) E Jesus estava presente na festa! Na consagração do templo ao Senhor, eles precisavam acender a menorah, mas não tinham o óleo consagrado. Todo óleo em Israel é extraído de uma prensa chamada Getsêmani que é o lugar da prensa, da extração, da dor. É ali que é esmagada a oliveira.
O primeiro óleo que sai é um óleo fino, nobre - este óleo é dos sacerdotes e é destinado para ungir Israel, os portais, o templo e os levitas nos seus turnos. O segundo óleo é para acender a luz, é o óleo da lamparina, o óleo que se coloca na menorah.
O azeite da segunda prensa - fica aceso de três a nove horas na menorah. A menorah possui sete lâmpadas; para cada dia da semana existe uma luz. Jesus nos fala que a menorah não deve ser colocada debaixo da mesa, ela deve ser colocada no velador para que toda a casa seja iluminada. Em Mateus 5:12-16 Jesus está falando que Ele é a menorah acesa que ilumina o  mundo e nós somos a luz do mundo. "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Você vai iluminar a terra todos os dias da semana. A terra nunca mais estará em trevas se a sua menorah estiver acesa.
O terceiro óleo é o comestível -  aquele que se coloca na refeição. O óleo de oliva equilibra todo o organismo e não aumenta o colesterol. Jesus é a nossa Oliveira e nós estamos enxertados nEle. Ele é o nosso equilíbrio, o equilíbrio do organismo chamado igreja.
O quarto óleo é para fazer sabão ou graxa - Nada é desperdiçado. Em Malaquias 3:1-2 o Senhor diz que precisamos do sabão do lavandeiro, que deixa as nossas vestes brancas.
     Então, a oliveira é responsável para nos dar a unção sacerdotal, deixar a nossa lâmpada acesa, alimentar e equilibrar o organismo e deixar nossas vestes brancas.
Hanukiah é a lâmpada do meio do candelabro de 9 luzes e significa um milagre extraordinário. Ora, se o óleo deixava a lâmpada acesa de três a nove horas e a lâmpada do templo ficou acesa por oito dias com a mesma medida, isto é um milagre extraordinário. Hanukah é uma festa que aponta para o Messias. Porém, os judeus não messiânicos celebram esta festa apenas como o milagre da luz. Não têm a revelação de quem é a verdadeira  luz.
      Preste atenção ao que está sendo ministrado, pois o espírito da tradição religiosa não deseja que nossos olhos sejam abertos. Ele quer nos prender ao paganismo. Esse paganismo se traduz na tentativa de deixar as festas bíblicas no esquecimento e de pegar as festas pagãs e tentar cristianizá-las. Porém, Deus abriu os nossos olhos. Não estamos mais debaixo da escuridão, pois o Senhor nos trouxe para a luz. Só terá revelação das festas bíblicas quem for ovelha, discípulo de Jesus. Ovelha segue o Pastor. O discípulo é aquele disciplinado nas doutrinas que o Mestre ensina.
     A Festa do Hanukah é um ato profético que apontava para o nascimento do Messias e aponta para o retorno do Senhor. Jesus participou da Festa das Luzes, porque era um sinal messiânico. Chanukah é essencialmente a Festa das Luzes - luz no sentido amplo de esperança no porvir, de brilho interior e de testemunho da verdade libertadora de Cristo em nossas vidas. "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida". Chanukah é uma festa de família, principalmente das crianças. São elas as velas da Chanukah, a luz e a esperança do povo de Deus. A nós cabe alimentá-Ias com a luz que recebemos do Alto, para que aprendam a se conduzir nos princípios da ética do Reino. Nós, Igreja do Reino à semelhança de Israel, entramos nesta Festa, jubilantes, fazendo coro com Maimônides (Rambam): "...os dias do Messias diferem dos outros em seu aspecto; já não seremos escravizados por reinos estrangeiros..." Unidade significa viver como ser humano. É lutar por uma vida na qual o povo seja sujeito da História e não Objeto. Pela força do Espírito da liberdade gloriosa dos filhos de Deus. 
Chag Sameach Chanukahl!!

RESTAURAÇÃO DO TABERNÁCULO DE DAVI



Ap. Jota Moura

Naquele dia levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas, e levantan­do-o das suas ruínas restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade.” (Amós 9.11).

Em Atos 15.1-29, uma questão foi levantada acerca da possibilidade de os gentios serem aceitos como cristãos sem se submeterem à Lei de Moisés. Pedro respondeu pela observação de que nem os judeus nem os seus pais haviam sido capazes de suportar o peso da lei; portanto, não fazia sentido fazer pesar o peso da Lei sobre os gentios. “Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também” (v.11). Tiago confirmou a afirmação de Pedro, citando uma passagem de Amós, na qual Deus promete “reedificar o tabernáculo de Davi... para que o resto dos homens busque ao Senhor” (At 15.16-17). Muitas outras Escrituras se referem ao tabernáculo de Davi, embora nem sempre com o mesmo nome. O nome frequen­temente usado é “Sião”, o monte de Jerusalém onde o tabernáculo estava e onde Deus habitou entre o seu povo. Joel 2 começa com um emo­cionante brado: “Tocai a buzina em Sião e cla­mai em alta voz no monte da minha santidade!” Hb 12.22 diz:” Mas chegastes ao monte Sião”. Ambos referem-se ao tabernáculo de Davi. Uma compreensão do conceito da restauração desse tabernáculo é essencial para entender o que Deus está fazendo na Igreja hoje.

1. ESPÍRITO SANTO O AGENTE DA RESTAURAÇÃO
A obra de restauração de Deus é a uma obra do Espírito Santo dentro e através das vidas daqueles que creram em Jesus e nasceram de novo do Espírito de Deus (Jo 3.3). O profeta Joel predisse um dia em que Deus derramaria seu Espírito “sobre toda a carne” (Jl 2.28-29). Assim, o seu poder seria compartilhado com todo o seu povo e não limitado a um indivíduo escolhido. Isso explica porque Cristo disse aos seus discípulos que convinha que Jesus os deix­asse e fosse para o Pai (Jo 16.7), porque, então, o Espírito poderia ser mandado para habitar em cada um deles, para enche-los e para capac­itá-los nas obras sobrenaturais de Deus, que se­riam feitas através deles. Tito 3.5-6 revela que mesmo a salvação – a regeneração do espírito morto do ser humano e a purificação que faz um homem aceitável a Deus – é a obra do Espírito Santo. Enfim, cumprir-se-á Atos 1.8.



2. SIGNIFICADO DO TABERNÁCULO DE DAVI
O Tabernáculo de Davi foi estabelecido logo após ele ter sucedido Saul como rei. A arca do concerto, que representava a presença e o pod­er de Deus, havia sido capturada pelos filisteus. Após uma série de pragas, os filisteus retor­naram-na a Quiriate-Jearim, onde ela permane­ceu na casa de Abinadabe (1Sm 4.1 – 7.1). Davi desejava a presença manifesta de Deus com ele e o povo de Israel, então ele procurou levar a arca para Jerusalém e coloca-la numa tenda no monte Sião (2Sm 6; 1Cr 13 – 16). Anterior­ à sua captura, a arca havia sido alojada no tabernáculo de Moisés – localizada na câmara interior chamada de Santo dos Santos. A nin­guém, exceto no sacerdote, era permitido entrar na presença da arca, e somente ele, uma vez por ano, tinha de salpicar o sangue de um animal sobre o propiciatório, que cobria a arca (Hb 9.1- 7). O povo podia se aproximar somente até o pátio externo do tabernáculo para apresentar seus sacrifícios e adorar a Deus. O Tabernáculo de Davi marcou uma mudança revolucionária daquele sistema de separar Deus do povo. Sem violar o espírito da lei de Moisés. Davi cultivou um espírito de intimidade, novamente, entre o povo e o Senhor.

3. RESTAURAÇÃO DA PRESENÇA MANIFESTA DE DEUS
O grande significado do tabernáculo de Davi mora no fato de que a arca, a verdadeira pre­sença de Deus, estava em volta entre o povo de Jerusalém. O povo era ensinado por Davi a adorar a Deus com louvor, ações de graças e júbilo. Uns dezesseis ministérios foram orde­nados para atuar vinte e quatro horas por dia, sete dias na semana. Nenhum dos ministérios estava relacionados com culpa ou condenação, todos refletiam o reconhecimento da misericór­dia e da bondade de Deus e a sua incondicional aceitação de todos que se aproximam dele na fé. A restauração do tabernáculo de Davi hoje em dia significa largar o legalismo, a mental­idade de julgamento e de condenação, voltan­do-se para o povo sofrido da Igreja e do mundo com os braços abertos de um Deus de amor (Hb 10.1-25). O Senhor está convidando todos para se voltarem a ele, para deixa-lo limpar todos os nossos pecados e para recebermos o frescor que vem ao estarmos na verdadeira presença do Senhor (At 3.19). Várias outras Escrituras de­notam que, em Cristo Jesus, Deus restaura o seu povo a um relacionamento íntimo de pai e filho, que foi quebrado pela desobediência de Adão. Todos os que creem nele são trazidos de volta para família de Deus (Ef 2.19) e são destinados a ser conforme a sua imagem (Rm 8.29).


4. RESTAURAÇÃO DA INTIMIDADE COM DEUS
A passagem em Ap 19.7-9 retrata a festa do casamento do Cordeiro, Jesus, quando ele cla­ma por sua noiva, a Igreja, após ela ter-se prepa­rado para ele. Em sua carta aos Efésios, Paulo explica como a noiva irá se preparar: submeten­do-se a Deus e permitindo-se ser purificada pela lavagem da água da sua Palavra, a fim de que ela possa ser apresentada ao noivo sem mácu­la, sem ruga ou defeito (Ef 5.25-27). Quando a noiva estiver pronta a Jesus voltar para ela, a intimidade quebrada no jardim do Éden será completamente restaurada, e o ser humano irá, novamente, se tornar um com Cristo e com Deus, assim como Jesus orou em Jo 17. Mas, assim como no primeiro “casamento” a espo­sa deve ser osso dos seus ossos e carne da sua carne – isso é, ela deve ser igual a ele, poder e a vestindo na sua glória.
Talvez a melhor maneira de re­sumir tudo o que a restauração sig­nifica para o cren­te como indivíduo seria o simples uso da palavra que Deus usou tanto no Novo como no Antigo Testamento: vida. Em Dt 30.20, Moisés disse do Senhor: Pois ele é a tua vida”. Em Cl 3.4, Pau­lo fala de “Cristo que é a nossa vida”. E Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10). Mas nenhuma pa­lavra excede o esplendor ou plenitude de Davi, quando ele disse do Senhor “Refrigera a minha alma” (Sl 23.3). A restauração, para o indivíduo, significa a substituição de uma morte espiritu­al por uma vida espiritual. Ezequiel 36.25-28 claramente descreve apenas um transplante. Mas não somente nós recebemos um novo tipo e qualidade de vida, como nós também cresc­emos nela. Em muitos versículos, nós vemos tal processo de crescimento como uma obra do Espírito Santo (Jo 16.23; 17.22; Rm 8.13; Fp 1.6; 2.13; Cl 1.27). Através do seu Espírito San­to, Deus continua e aperfeiçoa a obra que ele começou em nós na salvação.

5. RESTAURAÇÃO DA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO
Para a Igreja como um todo, a restauração significa mais do que se tornar uma reprodução da Igreja do Novo Testamento. Isso implica na Igreja ser tudo o que Deus tinha em mente para ela ser: uma Igreja apostólico-profética em seus fundamentos (Ef 2.20-22). Lembre-se, a restau­ração compreende o estabelecimento de algo a mais, e melhor do que o original. Primeiro, a restauração significa que a Igreja irá mostrar um tipo de amor que Jesus demonstrou durante o seu ministério na Terra. Através do seu amor, ele disse, todos os homens conheceriam seus discípulos (Jo 13.34-35). A restauração também significa espalhar o poder de Deus, sem medi­da, através da Igreja. Este poder será espalhado através do se povo à medida que o dom do Es­pírito opere sem limites e sem restrições sob a direção do Espírito Santo – e no santo Espírito do amor de Deus (Jo 13.34-35). Através da com­pleta operação dos dons e dos ministérios que Deus estabelece, e agindo no amor que é essen­cialmente à sua natureza, a Igreja irá alcançar um grau de maturidade e união que pode ser me­dida somente em termos da medida da “estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). À medida que a Igreja se trona uma casa espiritual (Ef 2.20), habitada por um santo sacerdócio, que oferece sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo (1Pe 2.5), todos os homens serão atraídos para ele; o mundo irá, por fim, ver a glória de Deus através dessa Igreja restaurada. Amém!

O PROPÓSITO ETERNO DE DEUS PARA VOCÊ!



Ap. Jota Moura

Ao confessarmos Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas (Rm 10.9-10), somos batiza­dos (At 2.38) e começamos uma nova vida (2 Co 5.17). Entramos pela porta (Jo 10.10) e começamos a percorrer o caminho (Jo 14.6). Agora somos discípulos de Cristo (Jo 13.35).
Cada aspecto da vida de um discípulo deve es­tar compreendida nesta meta e orientado para ela - a família, o trabalho, o estudo, o dinheiro, os bens, o tempo, as decisões, os ideais, a vida. Tudo se concentra para a grande intenção da vida que é: chegar ao alvo! Há quatro coisas es­senciais a considerar.

1. CONHECENDO O PROPÓSITO DE DEUS
1) Há um alvo para o discípulo de Cristo - Deus tem um propósito para nossas vidas. Em Fp 3.12-14, Paulo diz: V.12 “Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui con­quistado por Cristo Jesus”. V. 14 - “Prossigo para o alvo... da vocação celestial em Cristo Jesus”. Deus me chamou com um propósito. Devo conhecer Seu propósito e fazer dele o alvo de minha vida. Aquele que responde ao supremo chamado fará do propósito de Deus o alvo de sua vida.
2) O propósito de Deus é ter uma família - de filhos semelhantes a Seu Filho, Jesus Cristo (Ef 1.4-5; Rm 8.29-30; Hb 2.10). Efésios 1.5 diz: “predestinados para a adoção de filhos...” e Romanos 8.29 diz: “predestinados para serem conforme a imagem do Seu Filho”. Hebreus 2.10 fala de Jesus “conduzindo muitos filhos à glória”.
3) Predestinar significa dar um destino de antemão - Antes da fundação do mundo, Deus se propôs em si mesmo ter muitos filhos se­melhantes ao Seu Filho. Deus quis segundo Seu beneplácito, segundo o puro afeto de Sua vontade, criar-nos para sermos incluídos no círculo de sua comunhão íntima com o Filho, para fazer-nos participantes de Sua Glória e das in­escrutáveis riquezas de Sua herança. Segundo o desígnio de Sua vontade, quis que sejamos conforme a imagem de Seu Filho. Por Seu grande amor, antes de criar-nos, nos destinou a sermos como é o Seu Filho, para participarmos de tudo que é Seu e para gozarmos da mesma relação que Deus e Jesus possuem. Tudo isso para louvor de Sua glória.
4) O desenvolvimento do propósito de Deus - (1) A criação aponta para o propósito de Deus (Gn 1.26) Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, para que eles, multipli­cando-se, formassem um numeroso povo de homens e mulheres feitos conforme a imagem de Deus e ter assim uma família eterna com a qual realizaria Seus planos futuros.
(2) O pecado foi um desvio do propósito eterno - Satanás não quer que o propósito de Deus se cumpra, por isso incita o homem à rebelião. O homem peca, perde a imagem de Deus e, ex­pulso de Sua presença, perde a comunhão com Deus (Rm 5.12).
(3) A redenção não é o fim (alvo) do propósi­to de Deus - mas o grande meio pelo qual é corrigido o desvio provocado pelo pecado, A redenção não é para meramente nos salvar do inferno, e sim, para que atinjamos o propósito de Deus (Jo 3.16) - Unigênito; (Ap 1.5) - Pri­mogênito.
(4) O propósito final de Deus é - ser não só o Criador e Salvador, mas acima de tudo ser Pai. Resumindo: Vemos que Deus nos criou e nos salvou para o mesmo fim, alvo e propósito, o qual é (GI 4, 6, 7,19) ct. Mt 5.48; Hb 5.13; 6.1 - “Ser perfeito como Deus”. Fixando a verdade:
DEUS - Ser Pai de muitos filhos; JESUS - Ser o primogêni­to entre muitos irmãos; ESPIRITO SANTO - Ser testificador com o nosso espírito. SERES HUMANOS - Sermos feitos filhos de Deus e irmãos de Cristo, feitos à Sua imagem e semelhança.

2. RESTAURANDO O PROPÓSITO AGORA
A restauração da Imagem de Deus no ser humano - Desde o momento em que Deus propôs criar o homem, Seu desejo foi que ele fosse semelhante ao propósito criador, Ou seja, Deus pôs algo no ser humano que é semelhante a certas qualidades e atributos que se encon­tram n’Ele mesmo. Há muitos textos bíblicos que aludem esta semelhança (Gn 1.26-27; Rm 8.28-29; 1 Co 11.7; 2 Co 3.18; CI 3.10; Tg 3.9; 2 Pd 1.4 - “Vós sois deuses!”). Basi­camente se entende que a semelhança que o homem tem com Deus se vê em três sentidos:
1)Em sua responsabilidade moral - isto sig­nifica que o ser humano e responsável por suas palavras, por seus atos, por seus pensamentos. Deus é um ser moral. Exerce um governo mor­al. Ele e o responsável por todos os seus atos e dotou o homem com poder intelectual, afeto natural e liberdade moral. É da responsabi­lidade do homem desenvolver sua vida, com domínio próprio, na vontade de Deus, com conhecimento da verdade, com justiça, com santidade (Ver CI 3.10; Ef 4.2).
2) Em sua natureza espiritual - como Deus tem uma natureza espiritual, para que haja co­munhão efetiva entre o homem e Deus. Não podemos conhecer ou perceber a Deus por meio de nossos cinco sentidos físicos, nem pelo uso de nosso raciocínio, senão por meio de sua revelação ao nosso espírito (1 Co 2.10- 16; Rm 8.16; Jo 3.2-8; Pv 20.27).
3) No exercício da autoridade - Deus é sober­ano sabre toda Sua criação e exerce plena auto­ridade. Ao criar o homem, Ihe deu autoridade (delegada, não própria), sobre certas áreas es­pecíficas da criação terrena. O homem tem de colocar-se corretamente sob a autoridade de Deus para exercer eficazmente sua autoridade sobre a esfera de sua responsabili­dade (Gn 1.26; SI 8.5; Lc 7.8; 9.12). Por seu pecado e rebe­lião o ser humano perdeu a imagem e semelhança com Deus (em­bora perdure alguns vestígios desta semel­hança). Deus se fez homem, na pessoa de Jesus Cristo. Jesus é a imagem do Deus invisível (CI 1.15). Deus se propõe transformar o homem a imagem de Cristo para restaurar assim à ima­gem de Deus no homem (Rm 8.29). Quando al­guém se arrepende e se rende ao Senhor Jesus, nasce de novo na família de Deus e começa a adquirir outra vez esta formosa semelhança, a qual se irá desenvolver por meio da fé e obe­diência ao Senhor (CI 1.26-28 - “O mistério dos séculos”).
Um dos instrumentos mais poder­osos para formar os discípulos à im­agem de Jesus é a paixão com que eles procuram formar outros à mes­ma imagem de Jesus (reprodução).

3. REFLETINDO A IMAGEM DE JESUS CRIS­TO
1) Deus quer que sejamos e vi­vamos como Seu Filho Jesus (1 Jo 2.6, 3.2, 3, 4.17, 1 Pd 2.21). Ser manso e humilde como Jesus (Mt 11.29; Nm 12.3 - manso sob autori­dade); Amar como Jesus Amou (Jo 13.34, 35); Perdoar como Jesus per­doou (CI 3- 13); Servir aos outros como Jesus serviu (Jo 13. 14-15); Ser santo como Jesus (1 Pe 1.15-15); Em tudo agradar ao Pai como Jesus (Jo 17.18). Em todos os demais as­pectos da vida, ser como Jesus.
2) Para que isto seja passível Deus proveu todos os meios - para que se chegue ao propósito que tem para nós. Como Deus não brinca conos­co e se propôs transformar-nos à imagem de Seu Filho, podemos es­tar seguros que nos tem outorgado a graça, o poder e os recursos que se acham na pessoa de Jesus (Ef 1.3; Rm 8.32; 2 Pe 1.3-4).
3) Todas estas graças nos são da­das pela nossa união com Cris­to - (1 Co 6.17; GI 3.27). Ao nos unirmos ao Senhor fomos feitos um espírito com Ele, participantes de Cristo em Sua plenitude.
4) Vejamos alguns aspectos desta tremenda verdade - Somos partic­ipantes de Sua ressurreição (Ef 2. 5-6; CI 3.1); Somos participantes de Sua exaltação (Ef 2.6; CI 3.3); Ele pôs em nós Seu Espírito Santo (Rm 8.9-11); Somos participantes de Sua natureza divino (2 Pd 1.3-4); Fomos feitos filhos de Deus (Jo 1.12; Rm 8.15- 16); Nos fez sacerdotes com acesso ao Pai (Ap 1.6; 1 Pe 2.5-9); Nos fez herdeiros de Deus e co-her­deiros her­deiros com Cristo (Rm 8.17).
5) Jesus nos fez participantes de Seus ministérios (Jo 20.21); Nos fez vencedores para assentarmos no trono com Ele (Ap 1.6; 3.21). Para sermos participantes de Cristo te­mos uma nova vida e começamos a ter o caráter de Cristo. Agora temos uma nova mente e um novo espírito.

4. ESTILO DE VIDA DE QUEM É POSSUÍDO POR CRISTO
1) Vive e atua honrando sua vo­cação de ser como Jesus é – Pensa e atua como pensava e atuava Jesus, porque à semelhança dele, tem um só objetivo na vida: “os negócios do Pai...” (Lc. 2.49).  
2) Começa a ver agora com os ol­hos de Jesus - Vê as pessoas que o rodeiam, desorientadas e perdidas “como ovelhas sem pastor...” (Mt 9.36).
3) Tem paixão e sacrifica-se para salvar os perdidos e pastoreá-Ios - (FI 3.10; CI 1.24). Começa agora a participar dos sofrimentos de Jesus.
4) Como Jesus faz da missão o objetivo e razão de sua vida ter­rena - (Mt 6.33; Mc 8.35; FI 3.7- 14). Começa a ministrar aos outros como Jesus.
5) Acredita que Deus quer ter muitos filhos - A meta da vida de cada discípulo é ser conforme a im­agem de Cristo. Porém a meta de Deus, o Pai é ter muitos filhos se­melhantes ao seu primogênito filho. “Entre muitos irmãos” - Rm. 8.29; “Havendo levado muitos filhos à glória” - Hb. 2.10.
De onde procedem os filhos? Dos perdidos que estão no mundo (Lc 19.10). De nossas relações, parentes e amizades. Deus quer que todos os homens sejam salvos e sejam con­forme a imagem de Seu Filho (1 Tm 2.4; Mt 28.19-20; Mc 16.15¬16).
6) Cuida dos negócios de nosso Pai e contribue com seus propósitos - Fazer dos “negócios do Pai” o obje­tivo de nossa vida terrena, significa entregarmos totalmente nossa vida à realização de Seu propósito. Isto é justamente o negarmos a nós mes­mos e buscarmos primeiramente o Reino e Sua Justiça (Mt 6.33).
7) Busca a conversão dos peca­dores - “por palavras e por obras” (Rm 15.19-20). Discipula os no­vos convertidos para que sejam conforme a imagem de Jesus (l Co 11.1). Edifica o Corpo de Cristo pela unidade da Igreja (Ef 4.10-12). Serve no ministério “Conforme o dom de Cristo” (1 Pd 4.8-11).
8) Espera a Redenção dos nossos corpos - No pleroma da volta de Cristo à terra, quando nossos corpos serão transformados à semelhança de Seu corpo glorificado (1 Co 15. 50-54; Rm 8.17; 1 Jo 3. 4). Então seremos plenamente como Ele é...
Deus está pronto para fazer-nos santos e irrepreensíveis em Cristo Jesus. De nossa parte tem que ha­ver uma disponibilidade total, uma entrega, um quebrantamento con­tínuo. Deus não pode operar a Sua santidade em nós, enquanto nosso eu desejar permanecer intocado.
Não basta, porém, uma abertura esporádica, quando estamos com vontade de orar. Deus espera uma atitude permanente de submissão, de rendição, afim de que, encontre campo aberto à obra do Seu Santo Espírito. O Senhor mesmo está dis­posto a ajudar-nos nisso. Confiemos inteiramente n’Ele, entregando-nos ao Seu Espírito Santo. Amém!

MARCAS DE UMA IGREJA SAUDÁVEL




Texto adaptado por Ap. Jota Moura

“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol for­midável como um exército com bandeiras?” (Ct. 7:10)

Inicialmente, aprendamos a diferença entre a postura voltada para modelos e voltada para princípios. Modelos são conceitos com que uma ou até muitas igrejas em qualquer lugar do mun­do fizeram experiências positivas, mas cuja imitação em qualquer outro contexto não daria certo. Princípios, por outro lado, são elementos dos quais pode-se provar que têm validade no mundo todo para as igrejas que crescem. Como aprender de uma igreja que cresce? O que é que as igrejas que crescem fazem de diferente? Apre­sentamos a seguir, os oito princípios mais impor­tantes que encontramos no transcurso da pesquisa feita.* Aprendemos que nenhuma igreja que quer crescer pode negligenciar uma só destas marcas de qualidade.

Marca # 1: LIDERANÇA CAPACITADORA
Liderança capaz caracterizada por um ou mais líder capacitado em todas as áreas com uma grande visão. Este líder, porém, só precisa de colaboradores voluntários que o ajudem a colo­car sua visão em prática. Liderança capacitado­ra é aquela liderança que se empenha em ajudar outros cristãos a chegar cada vez mais ao nível de capacidade que Deus planejou para eles. Eles capacitam, apoiam, motivam, acompanham cada cristão, para que se torne aquilo que Deus desde o começo planejou para eles. Um líder capacita­dor pode alegrar-se de coração com isto, porque sabe que Deus tem um chamado individual para cada cristão. Líderes de igrejas que crescem não precisam ser astros, na verdade o modelo de “su­per-herói” até pode atrapalhar o crescimento da igreja. Deus não criou ninguém como “a pessoa dos sete instrumentos”, e, se alguém exerce este papel (ou é obrigado pela igreja, que espera isto dele), este e um sinal inquestionável de que algu­ma coisa está errada.

Marca # 2: MINISTÉRIOS ORIENTADOS PELOS DONS
A tarefa básica da liderança da igreja é ajudar os membros a descobrir os dons que Deus lhes deu e a encontrar o ministério que combine com estes dons. Um princípio simples, mas cuja apli­cação dificilmente ficará sem consequências radicais. Se você, como cristão, viver de acordo com seus dons espirituais, você não trabalhará mais na força própria; é o Espírito de Deus quem trabalhará em você. Assim você, como pessoa “comum” no mais verdadeiro sentido da palavra, poderá realizar coisas fora do comum. A maioria dos cristãos não exerce nenhuma função na ig­reja, ou exerce alguma que não corresponde aos seus dons. 80% dos cristãos que entrevistamos nem mesmo sabem quais são seus dons espiritu­ais. Uma pessoa que executa uma tarefa que não corresponde aos seus dons assemelha-se a uma roda quadrada. E o cristão que não tem nenhuma função na igreja? Este talvez seja uma das rodas redondas, das quais tantas estão jogadas dentro de uma carroça, sem uso.
A partir do momento em que eu me esforço em moldar meu ministério de modo coerente com meus dons espirituais, experimento três efeitos. Em primeiro lugar, sou uma pessoa mais feliz do que eu era antes. Em segundo lugar, sou muito mais eficiente do que antes. E, em terceiro lugar, sou mais criticado por outros cristãos do que an­tes! Talvez esta terceira experiencia seja o preço que temos de pagar, se queremos atender ao chamado de Deus.

Marca # 3: ESPIRITUALIDADE CONTAGI­ANTE
Não importa tanto o tipo de espiritualidade (des­de que ela seja autêntica!) quando a fé é exercida com devoção, fogo e entusiasmo. Pode-se provar que o grau de consagração espiritual é o ponto que diferencia as igrejas que crescem das que não crescem. São secundários os métodos com que se trabalha na igreja. Em uma igreja que vive sua fé com entusiasmo, funciona praticamente qualquer método. E vice-versa: em uma igreja que está emperrada nesta área, o melhor método do mundo está fadado ao fracasso. De que serve o motor mais potente do mundo, se o tanque de combustível está vazio, se falta a energia? Há uma matéria em que nós cristãos, chegamos a um triste mestrado: descobrir estratégias de como im­pedir o entusiasmo espiritual!

Marca # 4: ESTRUTURAS E PROGRAMAS FUNCIONAIS
A marca de qualidade “estruturas e programas funcionais” evidencia-se como a mais controver­tida. Na questão das formas e estruturas da igre­ja, o critério mais importante é se elas cumprem seus objetivos ou não. Estruturas e programas eclesiásticos jamais são um fim em si mesmos, sempre são apenas um meio para chegar a deter­minado fim. Tudo o que não se enquadra neste critério (por exemplo, estruturas de liderança que impedem o amadurecimento dos membros da ig­reja, horas de culto não apropriadas, formas de programas descontextualizadas) precisa ser mu­dado ou eliminado. Com este processo contínuo de renovação, evita-se em grande parte as calcifi­cações tradicionalistas. De onde, então, vêm as resistências contra este princípio? Simplesmente do fato de que a maioria das pessoas e igrejas ten­dem a ficar mais tradicionalistas com o tempo. O tradicionalismo defende que as formas eclesiais devem ficar sempre como foram até agora, como está acostumado com elas.

Marca # 5: REUNIÃO DE CULTO INSPIRA­DORA
Inúmeros cristãos acham que precisam adotar certos modelos de culto de outras igrejas, porque supostamente este é um princípio de crescimento. O culto pode estar direcionado para cristãos ou não cristãos, pode ser celebrado em gíria de igreja ou em linguagem secular, pode ser organizado de forma litúrgica ou livre – tudo isto não é decisivo para o crescimento da igreja! Decisivo é outro critério: participar do culto ‘é uma “experiência inspiradora”? Este é o campo em que igrejas que crescem se diferenciam claramente das que não crescem. De onde vem a oposição contra esta marca de qualidade: de cristãos que encaram a frequência aos cultos, antes de tudo, como o cum­primento de uma obrigação cristã. Eles não vão ao culto porque se trata de uma experiência grat­ificante, que não querem perder de jeito nenhum. Vão para fazer um favor a Deus (ou ao pastor ou quem quer que seja). Às vezes até se desenvolve o conceito de que Deus abençoará esta fidelidade em suportar com paciência uma prática que em si é desagradável.

Marca # 6: GRU­POS DE CRESCIMENTO/CÉLULAS
Igrejas que crescem desenvolveram um sistema de grupos de crescimento/células em que o cris­tão individual pode encontrar atenção humana, ajuda prática e intercâmbio espiritual intensivo. Estes grupos não conversam somente sabre textos bíblicos ou escutam a exposição de um especialis­ta, mas agregam impulsos bíblicos às indagações cotidianas dos participantes.

Marca # 7: EVANGELIZAÇÃO ORIENTADA PARA AS NECESSIDADES
Que não se pode pensar em crescimento de igreja sem evangelização é evidente, mesmo sem uma pesquisa mundial. A igreja cresce pela proc­lamação do evangelho, de modo que cada vez mais, pessoas se agregam a ela confessando fé em Jesus Cristo. Este é o processo chamado de evangelização pelos cristãos. Há quem pense que o método da torquês é o melhor dos caminhos: tenta-se, às vezes com métodos bastante manip­ulativos, apertar as pessoas para que se decidam pela fé cristã. No entanto, é possível provar que o método da torquês é praticamente o oposto do que se pode aprender da prática evangelística das igrejas que crescem. Seu segredo é transmitir o evangelho de uma maneira que vai ao encontro das necessidades das pessoas que estão distantes da fé cristã.

Marca # 8: RELACIONAMENTOS MARCA­DOS PELO AMOR FRATERNAL
As igrejas que crescem têm um coeficiente de amor bem mais elevado que igrejas que estão es­tagnadas ou diminuem. Nenhuma marca de qualidade pode faltar. É só isto. Passamos rapidamente pelos princípios mais importantes que, comprovada­mente, estão por trás do crescimento saudável da igreja. Destas marcas de qualidade podemos dizer com alto grau de certeza três coisas: primeiro, que se trata de princípios de validade universal (isto é, que se aplicam a igrejas em todo o mundo). Segundo que eles podem ser aplicados em nossa situação específica (mesmo que o resultado seja um pouco diferente de igreja para igreja). E em terceiro lugar, que cada princípio tem uma relação positiva com a qualidade e o crescimento da Igre­ja. Se queremos que nossa igreja alcance cada vez mais pessoas, não podemos renunciar a nenhuma destas marcas de qualidade.
Quando olhamos os oito princípios mais de per­to, constatamos surpresos ou não que cada um deles resume conteúdos centrais da mensagem bíblica.

*Pesquisa feita pelo Instituto Christian Schwarz

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