quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

MARCAS DE UMA IGREJA SAUDÁVEL




Texto adaptado por Ap. Jota Moura

“Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol for­midável como um exército com bandeiras?” (Ct. 7:10)

Inicialmente, aprendamos a diferença entre a postura voltada para modelos e voltada para princípios. Modelos são conceitos com que uma ou até muitas igrejas em qualquer lugar do mun­do fizeram experiências positivas, mas cuja imitação em qualquer outro contexto não daria certo. Princípios, por outro lado, são elementos dos quais pode-se provar que têm validade no mundo todo para as igrejas que crescem. Como aprender de uma igreja que cresce? O que é que as igrejas que crescem fazem de diferente? Apre­sentamos a seguir, os oito princípios mais impor­tantes que encontramos no transcurso da pesquisa feita.* Aprendemos que nenhuma igreja que quer crescer pode negligenciar uma só destas marcas de qualidade.

Marca # 1: LIDERANÇA CAPACITADORA
Liderança capaz caracterizada por um ou mais líder capacitado em todas as áreas com uma grande visão. Este líder, porém, só precisa de colaboradores voluntários que o ajudem a colo­car sua visão em prática. Liderança capacitado­ra é aquela liderança que se empenha em ajudar outros cristãos a chegar cada vez mais ao nível de capacidade que Deus planejou para eles. Eles capacitam, apoiam, motivam, acompanham cada cristão, para que se torne aquilo que Deus desde o começo planejou para eles. Um líder capacita­dor pode alegrar-se de coração com isto, porque sabe que Deus tem um chamado individual para cada cristão. Líderes de igrejas que crescem não precisam ser astros, na verdade o modelo de “su­per-herói” até pode atrapalhar o crescimento da igreja. Deus não criou ninguém como “a pessoa dos sete instrumentos”, e, se alguém exerce este papel (ou é obrigado pela igreja, que espera isto dele), este e um sinal inquestionável de que algu­ma coisa está errada.

Marca # 2: MINISTÉRIOS ORIENTADOS PELOS DONS
A tarefa básica da liderança da igreja é ajudar os membros a descobrir os dons que Deus lhes deu e a encontrar o ministério que combine com estes dons. Um princípio simples, mas cuja apli­cação dificilmente ficará sem consequências radicais. Se você, como cristão, viver de acordo com seus dons espirituais, você não trabalhará mais na força própria; é o Espírito de Deus quem trabalhará em você. Assim você, como pessoa “comum” no mais verdadeiro sentido da palavra, poderá realizar coisas fora do comum. A maioria dos cristãos não exerce nenhuma função na ig­reja, ou exerce alguma que não corresponde aos seus dons. 80% dos cristãos que entrevistamos nem mesmo sabem quais são seus dons espiritu­ais. Uma pessoa que executa uma tarefa que não corresponde aos seus dons assemelha-se a uma roda quadrada. E o cristão que não tem nenhuma função na igreja? Este talvez seja uma das rodas redondas, das quais tantas estão jogadas dentro de uma carroça, sem uso.
A partir do momento em que eu me esforço em moldar meu ministério de modo coerente com meus dons espirituais, experimento três efeitos. Em primeiro lugar, sou uma pessoa mais feliz do que eu era antes. Em segundo lugar, sou muito mais eficiente do que antes. E, em terceiro lugar, sou mais criticado por outros cristãos do que an­tes! Talvez esta terceira experiencia seja o preço que temos de pagar, se queremos atender ao chamado de Deus.

Marca # 3: ESPIRITUALIDADE CONTAGI­ANTE
Não importa tanto o tipo de espiritualidade (des­de que ela seja autêntica!) quando a fé é exercida com devoção, fogo e entusiasmo. Pode-se provar que o grau de consagração espiritual é o ponto que diferencia as igrejas que crescem das que não crescem. São secundários os métodos com que se trabalha na igreja. Em uma igreja que vive sua fé com entusiasmo, funciona praticamente qualquer método. E vice-versa: em uma igreja que está emperrada nesta área, o melhor método do mundo está fadado ao fracasso. De que serve o motor mais potente do mundo, se o tanque de combustível está vazio, se falta a energia? Há uma matéria em que nós cristãos, chegamos a um triste mestrado: descobrir estratégias de como im­pedir o entusiasmo espiritual!

Marca # 4: ESTRUTURAS E PROGRAMAS FUNCIONAIS
A marca de qualidade “estruturas e programas funcionais” evidencia-se como a mais controver­tida. Na questão das formas e estruturas da igre­ja, o critério mais importante é se elas cumprem seus objetivos ou não. Estruturas e programas eclesiásticos jamais são um fim em si mesmos, sempre são apenas um meio para chegar a deter­minado fim. Tudo o que não se enquadra neste critério (por exemplo, estruturas de liderança que impedem o amadurecimento dos membros da ig­reja, horas de culto não apropriadas, formas de programas descontextualizadas) precisa ser mu­dado ou eliminado. Com este processo contínuo de renovação, evita-se em grande parte as calcifi­cações tradicionalistas. De onde, então, vêm as resistências contra este princípio? Simplesmente do fato de que a maioria das pessoas e igrejas ten­dem a ficar mais tradicionalistas com o tempo. O tradicionalismo defende que as formas eclesiais devem ficar sempre como foram até agora, como está acostumado com elas.

Marca # 5: REUNIÃO DE CULTO INSPIRA­DORA
Inúmeros cristãos acham que precisam adotar certos modelos de culto de outras igrejas, porque supostamente este é um princípio de crescimento. O culto pode estar direcionado para cristãos ou não cristãos, pode ser celebrado em gíria de igreja ou em linguagem secular, pode ser organizado de forma litúrgica ou livre – tudo isto não é decisivo para o crescimento da igreja! Decisivo é outro critério: participar do culto ‘é uma “experiência inspiradora”? Este é o campo em que igrejas que crescem se diferenciam claramente das que não crescem. De onde vem a oposição contra esta marca de qualidade: de cristãos que encaram a frequência aos cultos, antes de tudo, como o cum­primento de uma obrigação cristã. Eles não vão ao culto porque se trata de uma experiência grat­ificante, que não querem perder de jeito nenhum. Vão para fazer um favor a Deus (ou ao pastor ou quem quer que seja). Às vezes até se desenvolve o conceito de que Deus abençoará esta fidelidade em suportar com paciência uma prática que em si é desagradável.

Marca # 6: GRU­POS DE CRESCIMENTO/CÉLULAS
Igrejas que crescem desenvolveram um sistema de grupos de crescimento/células em que o cris­tão individual pode encontrar atenção humana, ajuda prática e intercâmbio espiritual intensivo. Estes grupos não conversam somente sabre textos bíblicos ou escutam a exposição de um especialis­ta, mas agregam impulsos bíblicos às indagações cotidianas dos participantes.

Marca # 7: EVANGELIZAÇÃO ORIENTADA PARA AS NECESSIDADES
Que não se pode pensar em crescimento de igreja sem evangelização é evidente, mesmo sem uma pesquisa mundial. A igreja cresce pela proc­lamação do evangelho, de modo que cada vez mais, pessoas se agregam a ela confessando fé em Jesus Cristo. Este é o processo chamado de evangelização pelos cristãos. Há quem pense que o método da torquês é o melhor dos caminhos: tenta-se, às vezes com métodos bastante manip­ulativos, apertar as pessoas para que se decidam pela fé cristã. No entanto, é possível provar que o método da torquês é praticamente o oposto do que se pode aprender da prática evangelística das igrejas que crescem. Seu segredo é transmitir o evangelho de uma maneira que vai ao encontro das necessidades das pessoas que estão distantes da fé cristã.

Marca # 8: RELACIONAMENTOS MARCA­DOS PELO AMOR FRATERNAL
As igrejas que crescem têm um coeficiente de amor bem mais elevado que igrejas que estão es­tagnadas ou diminuem. Nenhuma marca de qualidade pode faltar. É só isto. Passamos rapidamente pelos princípios mais importantes que, comprovada­mente, estão por trás do crescimento saudável da igreja. Destas marcas de qualidade podemos dizer com alto grau de certeza três coisas: primeiro, que se trata de princípios de validade universal (isto é, que se aplicam a igrejas em todo o mundo). Segundo que eles podem ser aplicados em nossa situação específica (mesmo que o resultado seja um pouco diferente de igreja para igreja). E em terceiro lugar, que cada princípio tem uma relação positiva com a qualidade e o crescimento da Igre­ja. Se queremos que nossa igreja alcance cada vez mais pessoas, não podemos renunciar a nenhuma destas marcas de qualidade.
Quando olhamos os oito princípios mais de per­to, constatamos surpresos ou não que cada um deles resume conteúdos centrais da mensagem bíblica.

*Pesquisa feita pelo Instituto Christian Schwarz

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