quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O PROPÓSITO ETERNO DE DEUS PARA VOCÊ!



Ap. Jota Moura

Ao confessarmos Jesus Cristo como o Senhor de nossas vidas (Rm 10.9-10), somos batiza­dos (At 2.38) e começamos uma nova vida (2 Co 5.17). Entramos pela porta (Jo 10.10) e começamos a percorrer o caminho (Jo 14.6). Agora somos discípulos de Cristo (Jo 13.35).
Cada aspecto da vida de um discípulo deve es­tar compreendida nesta meta e orientado para ela - a família, o trabalho, o estudo, o dinheiro, os bens, o tempo, as decisões, os ideais, a vida. Tudo se concentra para a grande intenção da vida que é: chegar ao alvo! Há quatro coisas es­senciais a considerar.

1. CONHECENDO O PROPÓSITO DE DEUS
1) Há um alvo para o discípulo de Cristo - Deus tem um propósito para nossas vidas. Em Fp 3.12-14, Paulo diz: V.12 “Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui con­quistado por Cristo Jesus”. V. 14 - “Prossigo para o alvo... da vocação celestial em Cristo Jesus”. Deus me chamou com um propósito. Devo conhecer Seu propósito e fazer dele o alvo de minha vida. Aquele que responde ao supremo chamado fará do propósito de Deus o alvo de sua vida.
2) O propósito de Deus é ter uma família - de filhos semelhantes a Seu Filho, Jesus Cristo (Ef 1.4-5; Rm 8.29-30; Hb 2.10). Efésios 1.5 diz: “predestinados para a adoção de filhos...” e Romanos 8.29 diz: “predestinados para serem conforme a imagem do Seu Filho”. Hebreus 2.10 fala de Jesus “conduzindo muitos filhos à glória”.
3) Predestinar significa dar um destino de antemão - Antes da fundação do mundo, Deus se propôs em si mesmo ter muitos filhos se­melhantes ao Seu Filho. Deus quis segundo Seu beneplácito, segundo o puro afeto de Sua vontade, criar-nos para sermos incluídos no círculo de sua comunhão íntima com o Filho, para fazer-nos participantes de Sua Glória e das in­escrutáveis riquezas de Sua herança. Segundo o desígnio de Sua vontade, quis que sejamos conforme a imagem de Seu Filho. Por Seu grande amor, antes de criar-nos, nos destinou a sermos como é o Seu Filho, para participarmos de tudo que é Seu e para gozarmos da mesma relação que Deus e Jesus possuem. Tudo isso para louvor de Sua glória.
4) O desenvolvimento do propósito de Deus - (1) A criação aponta para o propósito de Deus (Gn 1.26) Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, para que eles, multipli­cando-se, formassem um numeroso povo de homens e mulheres feitos conforme a imagem de Deus e ter assim uma família eterna com a qual realizaria Seus planos futuros.
(2) O pecado foi um desvio do propósito eterno - Satanás não quer que o propósito de Deus se cumpra, por isso incita o homem à rebelião. O homem peca, perde a imagem de Deus e, ex­pulso de Sua presença, perde a comunhão com Deus (Rm 5.12).
(3) A redenção não é o fim (alvo) do propósi­to de Deus - mas o grande meio pelo qual é corrigido o desvio provocado pelo pecado, A redenção não é para meramente nos salvar do inferno, e sim, para que atinjamos o propósito de Deus (Jo 3.16) - Unigênito; (Ap 1.5) - Pri­mogênito.
(4) O propósito final de Deus é - ser não só o Criador e Salvador, mas acima de tudo ser Pai. Resumindo: Vemos que Deus nos criou e nos salvou para o mesmo fim, alvo e propósito, o qual é (GI 4, 6, 7,19) ct. Mt 5.48; Hb 5.13; 6.1 - “Ser perfeito como Deus”. Fixando a verdade:
DEUS - Ser Pai de muitos filhos; JESUS - Ser o primogêni­to entre muitos irmãos; ESPIRITO SANTO - Ser testificador com o nosso espírito. SERES HUMANOS - Sermos feitos filhos de Deus e irmãos de Cristo, feitos à Sua imagem e semelhança.

2. RESTAURANDO O PROPÓSITO AGORA
A restauração da Imagem de Deus no ser humano - Desde o momento em que Deus propôs criar o homem, Seu desejo foi que ele fosse semelhante ao propósito criador, Ou seja, Deus pôs algo no ser humano que é semelhante a certas qualidades e atributos que se encon­tram n’Ele mesmo. Há muitos textos bíblicos que aludem esta semelhança (Gn 1.26-27; Rm 8.28-29; 1 Co 11.7; 2 Co 3.18; CI 3.10; Tg 3.9; 2 Pd 1.4 - “Vós sois deuses!”). Basi­camente se entende que a semelhança que o homem tem com Deus se vê em três sentidos:
1)Em sua responsabilidade moral - isto sig­nifica que o ser humano e responsável por suas palavras, por seus atos, por seus pensamentos. Deus é um ser moral. Exerce um governo mor­al. Ele e o responsável por todos os seus atos e dotou o homem com poder intelectual, afeto natural e liberdade moral. É da responsabi­lidade do homem desenvolver sua vida, com domínio próprio, na vontade de Deus, com conhecimento da verdade, com justiça, com santidade (Ver CI 3.10; Ef 4.2).
2) Em sua natureza espiritual - como Deus tem uma natureza espiritual, para que haja co­munhão efetiva entre o homem e Deus. Não podemos conhecer ou perceber a Deus por meio de nossos cinco sentidos físicos, nem pelo uso de nosso raciocínio, senão por meio de sua revelação ao nosso espírito (1 Co 2.10- 16; Rm 8.16; Jo 3.2-8; Pv 20.27).
3) No exercício da autoridade - Deus é sober­ano sabre toda Sua criação e exerce plena auto­ridade. Ao criar o homem, Ihe deu autoridade (delegada, não própria), sobre certas áreas es­pecíficas da criação terrena. O homem tem de colocar-se corretamente sob a autoridade de Deus para exercer eficazmente sua autoridade sobre a esfera de sua responsabili­dade (Gn 1.26; SI 8.5; Lc 7.8; 9.12). Por seu pecado e rebe­lião o ser humano perdeu a imagem e semelhança com Deus (em­bora perdure alguns vestígios desta semel­hança). Deus se fez homem, na pessoa de Jesus Cristo. Jesus é a imagem do Deus invisível (CI 1.15). Deus se propõe transformar o homem a imagem de Cristo para restaurar assim à ima­gem de Deus no homem (Rm 8.29). Quando al­guém se arrepende e se rende ao Senhor Jesus, nasce de novo na família de Deus e começa a adquirir outra vez esta formosa semelhança, a qual se irá desenvolver por meio da fé e obe­diência ao Senhor (CI 1.26-28 - “O mistério dos séculos”).
Um dos instrumentos mais poder­osos para formar os discípulos à im­agem de Jesus é a paixão com que eles procuram formar outros à mes­ma imagem de Jesus (reprodução).

3. REFLETINDO A IMAGEM DE JESUS CRIS­TO
1) Deus quer que sejamos e vi­vamos como Seu Filho Jesus (1 Jo 2.6, 3.2, 3, 4.17, 1 Pd 2.21). Ser manso e humilde como Jesus (Mt 11.29; Nm 12.3 - manso sob autori­dade); Amar como Jesus Amou (Jo 13.34, 35); Perdoar como Jesus per­doou (CI 3- 13); Servir aos outros como Jesus serviu (Jo 13. 14-15); Ser santo como Jesus (1 Pe 1.15-15); Em tudo agradar ao Pai como Jesus (Jo 17.18). Em todos os demais as­pectos da vida, ser como Jesus.
2) Para que isto seja passível Deus proveu todos os meios - para que se chegue ao propósito que tem para nós. Como Deus não brinca conos­co e se propôs transformar-nos à imagem de Seu Filho, podemos es­tar seguros que nos tem outorgado a graça, o poder e os recursos que se acham na pessoa de Jesus (Ef 1.3; Rm 8.32; 2 Pe 1.3-4).
3) Todas estas graças nos são da­das pela nossa união com Cris­to - (1 Co 6.17; GI 3.27). Ao nos unirmos ao Senhor fomos feitos um espírito com Ele, participantes de Cristo em Sua plenitude.
4) Vejamos alguns aspectos desta tremenda verdade - Somos partic­ipantes de Sua ressurreição (Ef 2. 5-6; CI 3.1); Somos participantes de Sua exaltação (Ef 2.6; CI 3.3); Ele pôs em nós Seu Espírito Santo (Rm 8.9-11); Somos participantes de Sua natureza divino (2 Pd 1.3-4); Fomos feitos filhos de Deus (Jo 1.12; Rm 8.15- 16); Nos fez sacerdotes com acesso ao Pai (Ap 1.6; 1 Pe 2.5-9); Nos fez herdeiros de Deus e co-her­deiros her­deiros com Cristo (Rm 8.17).
5) Jesus nos fez participantes de Seus ministérios (Jo 20.21); Nos fez vencedores para assentarmos no trono com Ele (Ap 1.6; 3.21). Para sermos participantes de Cristo te­mos uma nova vida e começamos a ter o caráter de Cristo. Agora temos uma nova mente e um novo espírito.

4. ESTILO DE VIDA DE QUEM É POSSUÍDO POR CRISTO
1) Vive e atua honrando sua vo­cação de ser como Jesus é – Pensa e atua como pensava e atuava Jesus, porque à semelhança dele, tem um só objetivo na vida: “os negócios do Pai...” (Lc. 2.49).  
2) Começa a ver agora com os ol­hos de Jesus - Vê as pessoas que o rodeiam, desorientadas e perdidas “como ovelhas sem pastor...” (Mt 9.36).
3) Tem paixão e sacrifica-se para salvar os perdidos e pastoreá-Ios - (FI 3.10; CI 1.24). Começa agora a participar dos sofrimentos de Jesus.
4) Como Jesus faz da missão o objetivo e razão de sua vida ter­rena - (Mt 6.33; Mc 8.35; FI 3.7- 14). Começa a ministrar aos outros como Jesus.
5) Acredita que Deus quer ter muitos filhos - A meta da vida de cada discípulo é ser conforme a im­agem de Cristo. Porém a meta de Deus, o Pai é ter muitos filhos se­melhantes ao seu primogênito filho. “Entre muitos irmãos” - Rm. 8.29; “Havendo levado muitos filhos à glória” - Hb. 2.10.
De onde procedem os filhos? Dos perdidos que estão no mundo (Lc 19.10). De nossas relações, parentes e amizades. Deus quer que todos os homens sejam salvos e sejam con­forme a imagem de Seu Filho (1 Tm 2.4; Mt 28.19-20; Mc 16.15¬16).
6) Cuida dos negócios de nosso Pai e contribue com seus propósitos - Fazer dos “negócios do Pai” o obje­tivo de nossa vida terrena, significa entregarmos totalmente nossa vida à realização de Seu propósito. Isto é justamente o negarmos a nós mes­mos e buscarmos primeiramente o Reino e Sua Justiça (Mt 6.33).
7) Busca a conversão dos peca­dores - “por palavras e por obras” (Rm 15.19-20). Discipula os no­vos convertidos para que sejam conforme a imagem de Jesus (l Co 11.1). Edifica o Corpo de Cristo pela unidade da Igreja (Ef 4.10-12). Serve no ministério “Conforme o dom de Cristo” (1 Pd 4.8-11).
8) Espera a Redenção dos nossos corpos - No pleroma da volta de Cristo à terra, quando nossos corpos serão transformados à semelhança de Seu corpo glorificado (1 Co 15. 50-54; Rm 8.17; 1 Jo 3. 4). Então seremos plenamente como Ele é...
Deus está pronto para fazer-nos santos e irrepreensíveis em Cristo Jesus. De nossa parte tem que ha­ver uma disponibilidade total, uma entrega, um quebrantamento con­tínuo. Deus não pode operar a Sua santidade em nós, enquanto nosso eu desejar permanecer intocado.
Não basta, porém, uma abertura esporádica, quando estamos com vontade de orar. Deus espera uma atitude permanente de submissão, de rendição, afim de que, encontre campo aberto à obra do Seu Santo Espírito. O Senhor mesmo está dis­posto a ajudar-nos nisso. Confiemos inteiramente n’Ele, entregando-nos ao Seu Espírito Santo. Amém!

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